A
sua obra compreende desde imagens em madeira e pedra-sabão,
matéria-prima típicamente brasileira, até
igrejas. Suas obras são as mais representativas
do Brasil colonial, com características do rococó
e dos estilos clássico e gótico.
Com
aproximadamente 40 anos de idade começou a desenvolver
uma doença degenerativa dos membros (não
se sabe ao certo se porfiria, lepra, escorbuto, reumatismo
deformante ou sífilis), que lhe comprometeu gradativamente
os movimentos das mãos. Para poder trabalhar, um
ajudante amarrava-lhe as ferramentas aos membros. Dessa
anomalia em seu corpo causada doença veio seu apelido,
Aleijadinho.
Morreu
pobre, em 1814. Mas até hoje suas obras estão
aqui para contar os mistérios e a vida das pessoas
de Minas da época colonial.
Tem
todas as características de ter sido iniciado na
Maçonaria. Sua simbologia magistral, nos pórticos
das Igrejas e nos altares, mostra, para os que a essa
Ordem pertencem, que estão diante da obra de um
maçom de alto grau.
Lista
de Obras
Ouro
Preto
* Hospício da Terra Santa – Projeto e execução
do chafariz em esteatita, situado nos fundos do monastério;
* Palácio dos Governadores – Risco em sagüínea
do chafariz interno (1752); feitio de uma mesa de jacarandá
preto; dois bancos de encosto e dois bancos torneados
(1761), peças não identificadas;
* Chafariz do Pissarrão – Projeto do chafariz
situado no Alto da Cruz, antiga Rua Larga, proximidade
da Igreja de Santa Efigênia (1761); busto de Afrodite
no remate do frontão;
* Igreja de Nossa Senhora do Carmo – Modificação
do projeto original (1770); altares colaterais de Nossa
Senhora da Piedade (1807) e de São João
Batista (1809); acréscimo dos camarins e guarda-pós
dos altares de Santa Quitéria e Santa Luzia;
* Casa do Açougue Público – Projeto
e especificação do açougue (1771),
obra demolida em 1797;
* Igreja de São Francisco de Assis – Esculturas
dos tambores ogivais dos púlpitos, em esteatita,
representando episódios bíblicos (1772);
barrete da capela-mor (1773-1774); projeto atual da portada
(1774-1775); risco da tribuna do altar-mor (1778-1779);
feitio das pedras Dara (1789); retábulo da capela-mor
(1790-1794) (elaborado com a colaboração
dos entalhadores Henrique Gomes de Brito, Luís
Ferreira da Silva e Faustino da Silva Correia); projeto
de dois altares colaterais consagrados a São Lúcio
e Santa Bona (executados com alterações
por Vicente Alves da Costa, em 1829);
* Igreja de São José – projeto do
retábulo da capela-mor (1773, posteriormente alterado);
modificações produzidas no risco da fachada
(1772);
* Igreja da Mercês e Perdões – Risco
da primitiva capela-mor; revisão do projeto e verificação
final da obra (1775-1778), que foi depois demolida em
1805;