Malfatti
foi à Alemanha em 1910. Lá ela conheceu
o início do movimento modernista. Viajou aos Estados
Unidos em 1915, logo após o Armory Show —
uma exposição modernista que foi escandalosa
e extremamente influente que mudou a arte nos Estados
Unidos. Ela estudou na Independent School of Art em Nova
Iorque (onde teve contato com o expressionismo) até
1916, quando voltou ao Brasil.
Em
1917 ela mostrou seu trabalho em uma exposição
própria. A exposição foi revolucionária
por várias razões. O cenário da arte
estava limitado em São Paulo, e uma exposição
própria de uma artista tão jovem era algo
inédito. Para uma artista, isto foi revolucionário,
e o local da exposiçao era precavido. No entanto,
as pinturas eram surpreendentemente modernas para uma
cidade que nunca havia tido contato com esta arte, a exposição
causou uma enorme desaprovação, não
só pelas inovações da pintura, mas
por serem retratos de imigrantes e outras figuras marginalizadas.
Para outros jovens artistas,foi uma experiência
transformadora. Em particular, Malfatti criou uma amizade
com Mário de Andrade que iria durar por décadas
e seria profissionalmente crucial para eles.
Com
Andrade, Malfatti participou da Semana da Arte Moderna
em 1922. Ela era membro do Grupo dos Cinco, formado também
por Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti
del Picchia, e a pintora Tarsila do Amaral. Ela se beneficiou
da coesão do grupo (durou até 1929 quando
seus membro já haviam se estabilizado). Depois
de 1922, seu lugar na história da arte brasileira
foi, embora controverso, mais claramente entendido. Na
década de 1960 era considerada uma das maiores
figuras da arte brasileira e uma das mulheres mais influentes
na América do Sul.