Foi
considerado louco por alguns e gênio por os outros.
Da sucata e do lixo, ele produzia uma série de
trabalhos que pretendiam marcar a passagem de Deus na
Terra.
De
acordo com a psiquiatria, era esquizofrênico paranóide,
tendo sido internado por 50 anos em um hospital psiquiátrico
(Colônia Juliano Moreira, Rio de Janeiro, Brasil).
Recolheu
objetos dos restos da sociedade de consumo como forma
de registrar o cotidiano dos indivíduos, preparou
esses objetos com preocupações estéticas,
onde percebemos características dos conceitos das
vanguardas artísticas e das produções
elaboradas a partir de 1960.
Utilizava
a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem
manipula signos e brinca com a construção
de discursos, fragmenta a comunicação em
códigos privados.
Inserido
em um contexto excludente, Bispo driblava as instituições
todo tempo. A instituição manicomial se
recusando a receber tratamentos médicos e dela
retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus,
quando sendo marginalizado e excluído é
consagrado como referência da Arte Contemporânea
brasileira.