Considerada
uma das mais importantes representantes da arte contemporânea
no Brasil, Lygia possui uma trajetória artística
que se inicia com o abstracionismo geométrico.
Já na década de 1950 possuia renome na cena
artística carioca e, em 1957, é uma das
signatárias do manifesto neoconcreto, encabeçado
por Ferreira Gullar e Hélio Oiticica.
Além
de sua carreira artística, Lygia Pape lecionou
na Faculdade de Arquitetura Santa Úrsula e na Escola
de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Estudou
com Fayga Ostrower e Ivan Serpa. Participou da I Exposição
Nacional de Arte Abstrata Nacional, em Petrópolis,
em 1953. Expôs as xilogravuras Tecelares, com o
grupo Frente, no Museu de Arte Moderna no Rio, em 1955.
Em 1956, participou da Exposição de Arte
Concreta no MASP e em Zurique. No final de 1956 e começo
de 1957, participou da 1ª Exposição
Nacional de Arte Concreta, no MAM - SP e no Ministério
da Educação e Cultura, no Rio. Em 1958,
apresentou no teatro do hotel Copacabana Palace o Balé
Neoconcreto, de autoria sua e de Reynaldo Jardim. Em 1959,
Pape e artistas como Lygia Clark e Franz Weissmann romperam
com o concretismo e publicaram no Jornal do Brasil o Manifesto
Neoconcreto, marco inicial do neoconcretismo. No mesmo
ano, participou da 5ª Bienal de São Paulo.
Em 1959 tomou parte da 1ª Exposição
Neoconcreta. Entre 1959 e 1961, Lygia realizou a trilogia
Livro da Criação, Livro da Arquitetura e
Livro do Tempo. A partir de 1960, iniciou uma série
de projetos de esculturas em madeira. Em 1960, foi uma
das convidadas para a célebre 1ª Exposição
Internacional de Arte Concreta, em Zurique, na Suíça.
A partir de 1962, passou a trabalhar com cinema, fazendo
cartazes, roteiro, montagem e direção. Em
1967 participou da exposição "Nova
Objetividade Brasileira" com a Caixa de Baratas e
a Caixa de Formigas. Em 1968, no evento "Apocalipopótese",
mostrou seu objeto penetrável Ovo. Em 1969 exibiu
numa favela o Divisor, pano de 30x30 metros com perfurações.
Fez, em 1975, a primeira individual na Galeria Maison
de France, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, fez a exposição
"Eat Me", na Galeria Arte Global, em São
Paulo. Ganhou bolsa de estudos da Fundação
Guggenheim, NY, permanecendo vários meses nessa
cidade. Com a morte de Hélio Oiticica, trabalhou
na organização de seu acervo. Expôs
sua produção neoconcreta na galeria Thomas
Cohn, e na mostra "Modernidade" em Paris. Em
1990 mostrou Amazoninos, trabalhos em chapa metálica,
recebendo prêmio da Associação Brasileira
de Críticos de Arte. Com apoio de bolsa institucional
da Fundação Vitae, realizou Tteias, combinando
luz e pigmento. Em 2001, Lygia apresentou no Centro de
Arte Hélio Oiticica, no Rio, a instalação
Carandiru. Tem obras expostas na Bienal Brasil Século
XX. Participou da mostra "Tendências Construtivas"
no Acervo do MAC- USP. A artista foi uma das convidadas
da 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em Porto
Alegre. Mestre em estética filosófica pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi professora
da Faculdade de Arquitetura Santa Úrsula, de 1972
até 1985 e, desde 1982, leciona na Escola de Belas
Artes da UFRJ.