Em
1934, chega ao Brasil com a família a bordo do
navio La Plata Maru para trabalhar nas lavouras de café
de Lins, interior de São Paulo. Tem uma infância
pobre, adaptando um ateliê no meio da lavoura para
pintar naturezas-mortas e paisagens. Consegue realizar
a primeira exposição individual em São
Paulo (1948), na qual mescla a caligrafia oriental com
a pintura feita com manchas. No ano seguinte participa
do Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro.
Casa-se
com Yoshino em 1951 e tem três filhos. Ganha o prêmio
de pintura na segunda Bienal Internacional de São
Paulo (1953). Em 1956, participa da Bienal de Arte do
Japão e, em 1959, obtém o prêmio de
melhor pintor nacional da quinta Bienal de São
Paulo e o de destaque internacional na Bienal de Paris.
Realiza, em 1986, uma retrospectiva no Museu de Arte de
São Paulo (Masp) e lança um livro com 156
reproduções de seu trabalho com textos em
português, inglês e japonês.
Escreve,
em 1995, a autobiografia Chove no Cafezal, em japonês,
cujo texto original foi publicado em capítulos
semanais no jornal Nihon Keizai Shinbum, de Kumamoto,
sua região natal. Em 1996 viaja ao Japão
para uma grande mostra retrospectiva de sua obra. Diabético,
morre em São Paulo por complicações
decorrentes de um transplante de rim.
Suas
obras encontram-se nos Museu de Arte Contemporânea
de São Paulo, de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
de Arte Contemporânea de Boston e de Belas Artes
de Dallas, entre outros. No Museu Nacional de Belas Artes,
no Rio de Janeiro, encontra-se uma de suas pinturas mais
expressivas Natureza-Morta (óleo sobre tela).