Fixando-se
em São Paulo a partir de 1944, estuda pintura inicialmente.
Após estudar gravura com Lívio Abramo, viaja
para os Estados Unidos de 1957 à 1956, onde faz
aprendizado de artes gráficas na Universidade de
Columbia. De volta ao Brasil, funda em São Paulo
o Estúdio de Gravura, junto com Lívio Abramo,
onde leciona até 1963.
Entre
as várias premiações e exposições
como gravurista, destaca-se a sua participação
no Salão Paulista de Arte Moderna (1955 e 1960);
nas III, VII, VIII e XI Bienais de São Paulo, com
dois prêmios de aquisição e o prêmio
de melhor gravador nacional, em 1965; I e V Bienal de
Paris e a Bienal de Veneza, em 1964.
No
ano de 2003, foi convidada a participar de uma exposição
de arte publica na estação de metrô
Luz. O tema lhe foi dado pela CPTM, que a convidou: a
história da centenária Estação
da Luz pela ótica dos migrantes, sobretudo os nordestinos,
nunca lembrados. Maria Bonomi passou um ano concebendo
a obra e, para contar a história dos migrantes,
valeu-se do setor de Achados e Perdidos do Metrô.
São itens, alguns inacreditáveis, como cadeiras
de rodas e dentaduras, que contam histórias. A
forma dos objetos foi gravada, a muitas mãos, em
matrizes. Depois, foram impressas em placas de concreto,
em alto e baixo-relevos que poderão ser tocados
pelos deficientes visuais. Para executar a obra, ela se
instalou como artista residente no anexo do Museu de Arte
Contemporânea da USP, montou uma oficina e trabalhou,
de abril a maio, com cinco auxiliares e cerca de 3 mil
colaboradores.
Em
atividades paralelas, se destacou como figurinista e cenógrafa,
com muitos prêmios e menções honrosas.
A
artista plástica foi uma das personagens reais
retratadas pelos autores Alcides Nogueira e Maria Adelaide
Amaral na minissérie Um Só Coração,
exibida em 2004 pela Rede Globo. Maria Bonomi foi representada
pela atriz Maria Luísa Mendonça.