A
estréia de Henfil deu-se em 1964 na revista "Alterosa".
Em 1965 passou a colaborar com o jornal "Diário
de Minas", tendo seu trabalho também publicado
no "Jornal dos Sports" do Rio de Janeiro, e
nas revistas "Realidade", "Visão",
"Placar" e O Cruzeiro. Daí mudou-se para
o Rio, onde, em 1969, passou a trabalhar no Jornal do
Brasil e n'O Pasquim.
Em
1970 lançou a revista Os Fradinhos, tornando célebres
seus personagens, caracterizados por um humor crítico
e satírico. Além dos Fradins, outros personagens
de destaque foram Pó de Arroz, Zeferino, Orelhão,
Bode Orellana, Graúna, Urubu, Bacalhau, Ubaldo
e Paranóico.
Henfil
envolveu-se também com cinema, teatro, televisão
( trabalhou na Rede Globo, como redator dos extinto [TV
Mulher]] ) e literatura, mas ficou marcado mesmo por sua
atuação nos movimentos sociais e políticos
brasileiros. Ele tentou seguir carreira nos Estados Unidos
mas seu estilo agressivo não teve lugar nos tradicionais
jornais estadunidenses, sendo renegado a publicações
underground. Ele então retornou ao Brasil, publicando
mais um livro.
Henfil
era hemofílico, e após uma transfusão
de sangue acabou contraindo o vírus da AIDS. Ele
faleceu vítima das complicações da
doença no auge de sua carreira, com seu trabalho
aparecendo nas principais revistas brasileiras e quando
o regime ditatorial que ele tanto combatia estava chegando
ao fim.
Obras
publicadas
* Diário de um cucaracha (1976)
* Hiroxima, meu humor (1976)
* Dez em humor (coletânea, 1984)
* Diretas já (1984)
* Henfil na China (1984)
* Fradim de Libertação (1984)
* Como se faz humor político (1984)