Quem
conhece a cidade da Bahia e a obra de Jorge Amado sente
que aqui mesmo é que deveria estar sediada a Instituição
que leva o seu nome. A Fundação Casa de
Jorge Amado não poderia ter outro endereço
senão o Largo do Pelourinho, cenário de
suas estórias, cadinho onde se tempera a humanidade
bizarra desta metrópole fervilhante de etnias diversas,
diferentes costumes, culturas que se misturam e formam
a argamassa desta civilização mediterrânea
e mestiça que se espalha pelo recôncavo do
golfo pontilhado de ilhas e que tem na capital, nesta
cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, o terceiro
vértice de um triângulo cuja base repousa
entre África e Ibéria.
Para
o escritor Jorge Amado, cujo acervo literário é
o cabedal maior da entidade, a Casa não deverá
jamais se transformar em depósito de documentos,
mas se constituir, cada vez mais, em um permanente Centro,
vivo e atuante: O que desejo é que nesta Casa o
sentido da vida da Bahia esteja presente e que isto seja
o sentimento de sua existência. Que, ao lado da
pesquisa e do estudo, seja um local de encontro, de intercâmbio
cultural entre a Bahia e outros lugares.
A
Fundação Casa de Jorge Amado possui um Núcleo
de Estudos e Pesquisas que é o responsável
pela guarda, organização e preservação
do acervo do escritor, assim como pela coleta e pelo tratamento
de documentação escrita, periódicos,
fotografias, vídeos e material em suporte informatizado.
Este Núcleo presta atendimento a pesquisadores
e estudiosos, assim como apóia pesquisas e elabora
trabalhos originais sobre Jorge Amado em particular e
sobre a cultura baiana em geral.