Única
instituição oficial no Brasil exclusivamente
dedicada às culturas indígenas, tem como
objetivo divulgar uma imagem correta, atualizada e desprovida
de preconceitos dessas sociedades junto a públicos
diversos, despertando, dessa forma, o interesse pela causa
indígena.
Em
1978, mudou-se de um casarão, no bairro do Maracanã,
para um prédio do século XIX, construído
por João Rodrigues Teixeira, empresário
da indústria alimentícia do Rio de Janeiro,
localizado em Botafogo. O espaço, construído
pelo empresário para residência de sua família,
foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional), e o estilo
arquitetônico de sua construção é
representativa do período de urbanização
do bairro.
Seu
rico acervo, relativo à maior parte das sociedades
indígenas contemporâneas, é constítuido
de 14 mil peças etnográficas; 16 mil publicações
nacionais e estrangeiras especializadas em etnologia e
outras áreas relacionadas na Biblioteca Marechal
Rondon; 50 mil imagens em diversos meios, sendo três
mil fotografias já digitalizadas e armazenadas
em CD-ROMs; cerca de 200 filmes, vídeos e gravações
de som; bem como 500 mil documentos de texto com valor
histórico sobre vários grupos indígenas
e sobre a política indigenista do Brasil do final
do século XIX até os dias de hoje.
Em
11 salas do prédio principal, o Museu do Índio
organiza mostras temporárias de peças e
fotos, usando o acervo guardado em suas reservas técnicas.
Nos jardins da instituição, há cinco
ambientações: uma casa e roça Guarani,
cozinha e casa xinguanas além de troncos do ritual
xinguano Kuarup.
Sociedade
Amigos do Museu do Índio
Uma
entidade sem fins lucrativos com o objetivo de manter
a articulação entre o museu e a soeciedade
civil, a Sociedade Amigos do Museu do Índio, ou
SAMI, desenvolve projetos voltados para a divulgação
das culturas indígenas brasileiras; para a aquisição
e conservação de acervos, com a intenção
de preservar as tradições culturais indígenas
e a promoção de cursos, seminários
e outros eventos sócio-culturais.
Pessoas
físicas e jurídicas que se proponham a ajudar
a sociedade, podem ser associar em três categorias:
sócios beneméritos, contribuintes e mirins.
A SAMI está aberta a novos sócios.
Tem
como preocupação valorizar o seu quadro
com pessoas que possam contribuir com idéias, sugestões
e ações que venham dinamizar e garantir
apoio às atividades de caráter científico
e cultural do Museu do Índio, além de divulgar
uma imagem correta, atualizada e sem preconceitos sobre
as populações indígenas.
Loja
Artíndia
O
Museu também conta com uma das sete Lojas Artíndia,
do Departamento de Artesanato da Fundação
Nacional do Índio (FUNAI), que são mantidas
pelo Programa Artíndia. Nessas lojas são
vendidas peças artesanais adquiridas diretamente
das comunidades índigenas, o que garante uma fonte
de recursos e as incentiva à manutenção
de padrões de sua cultura. Além dessas peças,
a loja conta com livros, camisetas, CDs e CD-ROMs temáticos.
Localização
O
museu localiza-se na rua das Palmeiras, 55, no bairro
de Botafogo, na cidade e estado do Rio de Janeiro. Não
possui estacionamento para visitantes, sendo esse reservado
a funcionários e sócios beneméritos
da SAMI.