Em
seguida, com o casamento do Imperador Dom Pedro I com
a princesa Leopoldina da Áustria, vieram para o
Brasil alguns dos maiores naturalistas do século
XIX, como von Spix e von Martius, que trabalharam para
o Museu. Outros pesquisadores europeus, como Auguste de
Saint-Hilaire e o Barão Langsdorff, contribuíram
para a coleção de exemplares botânicos
do Museu Real quando em suas expedições
pelo Brasil.
No
decorrer do século XIX, refletindo tanto as preferências
do Imperador Dom Pedro II quanto ao interesse do público
europeu, o Museu Nacional passou a investir nas áreas
da antropologia, paleontologia e arqueologia. O próprio
Imperador, um entusiasta de todos os ramos da ciência,
contribuiu com diversas peças de arte egípcia,
fósseis e exemplares botânicos, entre outros
ítens, obtidos por ele em suas viagens. Desta forma
o Museu Nacional se modernizou e tornou-se o centro mais
importante da América do Sul em História
Natural e Ciências Humanas.
O Imperador ainda era uma figura muito popular no momento
em que foi deposto, em 1889. Desta forma, os republicanos
procuraram apagar os símbolos do Império.
Um destes símbolos, o Paço de São
Cristóvão, a residência oficial dos
imperadores, tornou-se um local ocioso e que ainda representava
o poder imperial. Então, em 1892, o Museu Nacional,
com todo o seu acervo e seus pesquisadores, foi transferido
da Casa dos Pássaros para o Paço de São
Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, onde
se encontra até os dias de hoje.
Em
1946 o Museu passou a ser admnistrado pela Universidade
do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Os pesquisadores e suas salas e laboratórios ocupam
boa parte do Paço e alguns prédios erguidos
no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista. No Horto
ainda encontra-se a maior biblioteca científica
do Rio de Janeiro. Atualmente, o Museu Nacional oferece
cursos de pós-graduação ligados à
Universidade nas seguintes áreas: Antropologia
e Sociologia, Botânica, Geologia e Paleontologia,
e Zoologia.
O
Paço abriga a exposição de um dos
maiores acervos das Américas de animais empalhados,
minerais, coleções de insetos, utensílios
indígenas, múmias egípcias e sul-americanas,
meteoritos, fósseis e achados arqueológicos.
O
Museu Nacional encontra-se aberto ao público de
terça a domingo, a partir das 10h.