SALÓNICA

Segunda maior cidade da Grécia e principal cidade da região grega da Macedônia, Tessalônica, tem 1 550 000 habitantes, contando com os subúrbios junto ao Golfo Térmico.

História

Foi a capital de um dos quatro distritos romanos da Macedônia, governada pelo pretor Fabiano, a partir de 146 a.C..Seu nome deve-se a Tessalônica, meia-irmã de Alexandre Magno. Cassandro, seu marido, ao mandar construir a cidade em 316 a.C., decidiu homenagear a esposa. O nome desta mulher foi dado, por seu lado, por Filipe II da Macedônia, já que teve notícia do seu nascimento no dia que tivera uma vitória (????, “níke”) sobre os tessálios.

Na sua segunda viagem missionária, São Paulo pregou na sua sinagoga, - o templo dos judeus daquela região macedônia - lançando as fundações de uma das mais marcantes igrejas da época (a que se destina duas das epístolas de São Paulo). Alguma animosidade contra Paulo, por parte dos judeus da cidade, levaram-no a fugir para Beréia. Posteriormente Paulo escreveu a “Carta aos Tessalonicences”.

Em 388, a cidade foi palco do Massacre de Tessalônica, quando, por ordem do imperador Teodósio I, diversas pessoas foram assassinadas por não concordarem com os preceitos da Igreja Católica recentemente adotada como a única religião oficial do Império Romano.

Desde que foi subtraída à Macedônia, Tessalônica fez parte do Império Romano e do Império Bizantino, até que Constantinopla foi capturada na Quarta Cruzada, em 1224. A cidade tornou-se na capital do Reino de Tessalônica, fundado pelos Cruzados, até ser capturada pelo Despotado bizantino do Epiro, em 1224. É reconquistada pelo Império Bizantino em 1246, mas, sem capacidade para fazer frente às invasões do Império Otomano, o déspota bizantino Andrónico Paleólogo é forçado a vendê-la a Veneza, que a manteve até 1430.

Sob o domínio do Império Otomano até 1912, a cidade passou a chamar-se Salônica, e tornou-se notada pela sua população maioritariamente judaica de origem sefardita, em consequência da expulsão dos judeus da Espanha depois de 1492 (havia também alguns judeus romaniotas).A língua mais usada na cidade era o ladino (dialeto judeu do castelhano). O dia de descanso oficial da cidade era sábado, o sabbath judeu. Tessalônica foi o principal “prêmio” da primeira Guerra dos Balcãs em 1912, quando se tornou parte da Grécia. Durante a Primeira Guerra Mundial, um governo provisório foi ali estabelecido e dirigido por Eleftherios Venizelos. Este governo tornou-se aliado dos britânicos e franceses, contra a vontade do rei, que era favorável à neutralidade da Grécia. A maior parte da cidade foi destruída por um incêndio de origem desconhecida (provavelmente um acidente), em 1917. O fogo teve como consequência a diminuição para metade da população judia que emigrou depois de verem as suas casas e seus meios de subsistência destruídos. Muitos foram para a Palestina. Alguns foram no Expresso do Oriente para Paris. Ainda outros foram para a América.

Gregos étnicos exilados de Esmirna e de outras áreas da moderna Turquia em 1922, seguindo a Catástrofe da Ásia Menor, chegaram a Tessalônica e trouxeram com eles, seu caráter nacional original.

Venizelos proibiu a reconstrução do centro da cidade até que uma planta moderna da cidade estivesse pronta.

Apesar dos esforços gregos, quase todos os habitantes judeus da cidade foram assassinados no Holocausto durante a ocupação alemã entre 1941 e 1944.

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