COPA DO MUNDO DE 1970
A Copa do Mundo de 1970 teve um diferencial importante para as demais: estava em jogo a posse definitiva da taça Jules Rimet, já que os três então bicampeões (Brasil, Itália e Uruguai) estavam querendo o terceiro título, que daria esse direito. O México foi escolhido sede pela FIFA pois no calendário já constava que o país seria sede das Olimpiadas 68, ou seja, toda a estrutura para o mundial já estaria semi-pronta. Foi construído na capital, Cidade do México, o Estádio Azteca, hoje legendário com capacidade para mais de 100.000 espectadores. Os grandes favoritos ao título eram Itália, Inglaterra (campeã do mundo), a Alemanha Ocidental de Franz Beckenbauer, o Uruguai e o Brasil (ainda que chegasse desacreditado competição). Este descrédito da seleção canarinho se deve ao fato da troca de comando, saiu João Saldanha, entrou Zagallo poucos meses antes do mundial. Os resultados dos jogos preparatórios também não animavam a torcida, que temia a repetição do vexame de 66, quando fomos eliminados na primeira fase.
Campanha do Brasil
A seleção brasileira de Carlos Alberto, Tostão, Gérson, Rivelino, Pelé e muitos outros, não deu chance aos adversários atingindo seis vitórias em seis partidas. Na estréia um susto… Petras faz 1 a 0 Checoslováquia e comemora com o sinal da cruz… Jairzinho lhe roubaria a comemoração que se tornaria marca registrada do Brasil neste mundial. O Brasil virou e bateu a Tchecoslováquia por 4 a 1 — gols de Rivelino, Pelé (2) e Jairzinho. Neste jogo Pelé tenta pela primeira vez na história do futebol um gol do meio de campo para o desespero do goleiro tcheco que por muito pouco não toma um gol antológico.
Em seguida fez o grande jogo da Copa. Os campeões de 1958 e 1962 venceram a Inglaterra, campeã de 1966, por 1 a 0, gol de Jair. O destaque foi a atuação do goleiro inglês, Gordon Banks, que defendeu uma cabeçada de Pelé, num lance considerado antológico e a maior defesa do Século XX. Essa partida, aliás, é considerada uma das mais emocionantes de todas as Copas. O gol brasileiro saiu de uma jogada individual de Tostão pela esquerda do ataque. Ele se livrou de três ingleses e tocou para Pelé que só rolou para o Furacão Jairzinho soltar a bomba!!!
Depois, 3 a 2 na Romênia (marcaram Pelé e Jair), assegurando o primeiro lugar na chave. Por pouco, o placar não foi mais elástico: o goleiro romeno, Radulescu, falhou na devolução da bola e ela foi direto aos pés de Pelé, que emendou de primeira, mas o goleiro, desta vez, estava atento. Nas quartas-de-final, o Brasil ganhou do Peru, treinado por Didi, por 4 a 2 — Tostão foi o destaque do jogo, marcando dois gols; Jair e Rivelino completaram.
Nas semifinais, duas guerras: Itália 4 a 3 Alemanha Ocidental, uma epopéia sensacional decidida só na prorrogação; e Brasil 3 a 1 Uruguai, jogo violento, em que o Uruguai, fazendo marcação cerrada, impedia as jogadas de ataque do Brasil e ainda inaugurou o placar. Foi preciso uma mudança tática, permitindo o avanço de do volante Clodoaldo, que empatou o jogo. No segundo tempo, Jair e Rivelino — numa jogada de pura raça — acabaram de enterrar os campeões de 1950. Neste jogo um momento mágicos de Pelé. Lançado, ele dá um drible de corpo no goleirão Mazurkiewicz, sem tocar na bola e lhe aplica o “drible da vaca”, chuta e a bola caprichosamente vai para fora.
No último jogo brasileiros e italianos decidiriam quem ficaria definitivamente com a Jules Rimet.
O Brasil venceu a Itália por 4 a 1 e o estádio Azteca foi invadido pela torcida. Pelé chegou até a ganhar uma placa no estádio, que afirmava que o jogador é “um exemplo para a juventude do mundo”. O supertime do Brasil passou para a história como a melhor seleção de todos os tempos. Zagallo, o treinador, consagrou-se como o primeiro campeão mundial como jogador (58, 62) e como técnico (70). A seleção canarinho tinha como titulares: Félix (Fluminense), Carlos Alberto Torres (Santos), Brito (Botafogo), Piazza (Cruzeiro) e Everaldo (Grêmio); Gérson (São Paulo) e Clodoaldo (Santos); Pelé (Santos), Rivellino (Corinthians), Tostão (Cruzeiro) e Jairzinho (Botafogo). Pelé conseguiu sua terceira copa como jogador, um recorde até hoje. Marcaram na final: Pelé, Jair, Gérson e Carlos Alberto — uma bomba, aos 42 min do segundo tempo, que deu início festa do terceiro mundial ganho. Brasil tês vezes campeão mundial de futebol. A Julies Rimet era nossa para sempre. Uma vitória incontestável numa campanha perfeita e tão genial que até os gols que nosso craque, Pelé, não fez entraram para a história. Pena que muitos anos depois a Julies Rimet foi roubada e derretida no Rio de Janeiro…. mas a história desta copa ninguém apaga. Coube Alemanha Ocidental o terceiro lugar e ao Uruguai o quarto.
Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Copa do Mundo de 1970.