COPA DO MUNDO DE 1998
A Copa do Mundo de 1998 foi, pela segunda vez na história do torneio, realizada na França. A Seleção Francesa de Futebol, após duas tentativas frustradas de chegar fase final das Copas de 1990 e 1994, disputaria o torneio sob desconfiança, mesmo jogando em casa.
O torneio
A fase inicial da competição mantinha a fórmula da edição anterior. No Grupo A, o Brasil, considerado pela mídia o favorito ao título, estava acompanhado por Escócia, Marrocos e Noruega. A Nacional Brasileira mesclava a experiência de Dunga e Taffarel com alguns jovens talentos, como Roberto Carlos e Rivaldo, e acabou se classificando em primeiro lugar no grupo, mesmo após uma derrota contra a Noruega, que ficou em segundo lugar no grupo.
No equilibrado Grupo B, a Itália, vice-campeã da última edição, confirmou seu favoritismo e classificou-se na última rodada após um empate com o Chile. A combinação de resultados garantiu aos sul-americanos a segunda colocação. Áustria e Camarões não tiveram sucesso. No grupo C estava a França, dona da casa. O time de Zidane, Barthez e Deschamps avançou em primeiro no grupo, enquanto a Dinamarca dos irmãos Michael e Brian Laudrup ficou com a outra vaga. A África do Sul despediu-se de forma decepcionante, e a Arábia Saudita não conseguiu sequer uma vitória.
No Grupo D, a favorita Espanha amargou uma desclassificação logo na primeira fase. A Bulgária, na despedida de Hristo Stoitchkov, também decepcionou os especialistas, ficando com a última colocação. Destaque positivo para Nigéria e Paraguai, que classificaram-se de forma surpreendente para as oitavas-de-final. Já Holanda e México classificaram-se no disputado Grupo E, enquanto Coréia do Sul e Bélgica não conseguiram passar de fase.
O Grupo F representava um tom político na Copa do Mundo. Irã e Estados Unidos, na ocasião rivais no campo diplomático, fizeram uma disputa leal em campo, mas nenhuma das duas seleções garantiu a classificação. As vagas ficaram com Alemanha e Iugoslávia, que empataram entre si e venceram os dois outros adversários. No Grupo G, holofotes para a Inglaterra e seus dois jovens jogadores, David Beckham e Michael Owen. Em campo, a classificação se deu no segundo lugar, atrás da Romênia de Hagi e Popescu. Colômbia e a Tunísia foram eliminadas.
No Grupo H, a Argentina dirigida por Daniel Passarella venceu suas três partidas e garantiu a classificação para as oitavas-de-final. A Croácia liderada por Davor uker ficou com a segunda vaga, enquanto Japão e Jamaica, estreantes em Copas, não classificaram-se.
Nas oitavas-de-final, a Argentina classificou-se nos pênaltis após um empate no tempo normal com a Inglaterra, em um jogo que ficou marcado pela expulsão de um Beckham irritado pelas provocações de Simeone. O Brasil também passou de fase após uma goleada sobre o Chile com dois gols de Ronaldo. Em uma partida empolgante, a Croácia bateu a Romênia pelo placar simples. E os donos da casa só bateram o Paraguai no segundo tempo da prorrogação. A Dinamarca, com um futebol envolvente, eliminou a Nigéria com uma goleada. Nas outras partidas, Itália, Holanda e Alemanha avançaram após de difíceis vitórias contra Noruega, Iugoslávia e México, respectivamente.
Na fase seguinte, o Brasil reafirmou seu favoritismo após uma virada contra a Dinamarca. E a Itália amargou sua terceira eliminação consecutiva em pênaltis em uma Copa do Mundo, desta vez para a França. A Argentina foi derrotada num duelo de favoritos pela Holanda, graças a um gol de Bergkamp no fim do segundo tempo. Já a Croácia humilhou a Alemanha na maior goleada das quartas-de-final, tornando-se a grande sensação da edição.
Em Marselha, Holanda e Brasil mediram forças. Após empate no tempo normal, Taffarel defende dois pênaltis e torna-se um dos principais responsáveis pela classificação brasileira final. Já em Saint-Denis, os anfitriões eliminaram a grande zebra do campeonato. A Croácia abriu o placar com uker, mas a França conquistou a classificação no fim da partida, com dois gols de Lilian Thuram, que até então nunca havia marcado com a camisa dos Bleus. Na disputa do terceiro lugar, a Croácia entrou para a história do futebol ao vencer uma desmotivada Holanda.
A final causa polêmica até hoje. A Seleção Brasileira entrou em campo apática após a convulsão de Ronaldo, que mesmo assim foi escalado por Zagallo. A França bateu o Brasil por 3 a 0, com uma grande atuação de Zinedine Zidane, que marcou dois gols na decisão. Os Bleus garantiram, então, seu primeiro título mundial, após tentativas frustradas das gerações de Fontaine, Kopa e Platini.
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