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>>> Doenças >>> Sifilis |
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Sífilis (historicamente chamada
de Lues) é uma doença sexualmente transmitida
(DST) causada por um espiroqueta chamado Treponema pallidum.
Há duas escolas sobre as origens da Sífilis.
Uma defende que é uma doença americana trazida
por Colombo ou seus sucessores da América. A outra
que é uma doença antiga no Velho Mundo que
sofreu mutações que a tornaram mais virulenta
no século XVI.
As
origens da sífilis não são conhecidas,
entretanto poderá ter sido documentada por Hipócrates
na Grécia Antiga em sua forma terciária.
Seria conhecida na cidade grega de Metaponto aproximadamente
600 AC, e em Pompéia foram encontradas evidências
arqueológicas nos sulcos dos dentes de crianças
de mães com sífilis.
Outros historiadores acreditam que o T.pallidum terá
causado doenças cutâneas como a pinta e a
framboesia em medievais na Europa, afecções
que eram classificadas erroneamente como lepra, e que
esse T.pallidum terá durante o século XVI
sofrido mutação convertendo-se no T.pallidum
que causa a Sífilis. Ainda outros acreditam que
terá sido importada da América pelos navios
de Colombo. De facto a sífilis surgiu repentinamente
no século XVI, e os europeus não apresentavam
resistência contra ela, morrendo em números
consideráveis e apresentando sintomas abruptos
e floridos completamente diferentes dos observados hoje.
Com a endemicidade da doença, ambos parasita e
ser humano se terão adaptado um ao outro, surgindo
gradualmente a Sífilis mais moderada de hoje.
Sua
transmissão entre soldados de vários exércitos,
cursando com lesões de pele, fez com que surgissem
os diversos nomes como “mal espanhol”, “mal
italiano”, “mal polonês”, etc.
Originalmente,
não havia nenhum tratamento efetivo para sífilis.
O comum era tratar com guáiaco e mercúrio.
Mas foi somente no século XX que efetivamente surgiu
o tratamento para a sífilis.
Em
1906 surgiu o primeiro teste efetivo para a sífilis,
o teste de Wassermann. Embora tivesse alguns resultados
falso-positivos, era um grande avanço no tratamento
e prevenção da sífilis. Esta prova
permitiu o diagnóstico antes do aparecimento dos
sintomas da doença, permitindo a prevenção
da transmissão de sífilis a outros, embora
não provesse uma cura para esses infetados.
Como
a doença foi melhor entendida, tratamentos efetivos
começaram a ser procurados, começando com
o uso de drogas contendo arsênico - Salvarsan em
1910. Um tratamento experimentado foi o uso da malária;
esperava-se que a intensa febre produzida pela malária
fosse suficiente para exterminar o espiroqueta. Embora
isto deixasse o paciente com uma infecção
por malária, considerava-se que era preferível
a malária do que os efeitos a longo prazo da sífilis.
Finalmente,
estes tratamentos ficaram obsoletos e esquecidos após
a descoberta da penicilina, e sua difusão depois
de Segunda Guerra Mundial, o que permitiu aos médicos
pela primeira vez curar a sífilis efetivamente.
Em
um dos episódios mais vergonhosos do século
XX, de 1932 a 1972 em Tuskegee (cidade do Alabama, EUA,
foi realizado um estudo sobre a sífilis. Num atentado
contra a ética médica e a moral, neste estudo
um grupo de negros americanos permaneceu sem tratamento
para poder ser avaliado o curso natural da sífilis
em um grupo, apesar de já existirem medicamentos
para seu tratamento efetivo.
Em
17 de Julho de 1998 foi publicado na revista científica
Science, um grupo de biólogos reportou a seqüência
exata do genoma do Treponema pallidum.
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A
transmissão quase sempre é
através do contato sexual,
porém pode ser transmitida também da mãe
para o feto, chamada sífilis congênita. A bactéria
é movel e invade a submucosa por micro rupturas invisiveis
na mucosa. |
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Afecta
unicamente o ser humano. Há cerca de 30 casos por
100.000 habitantes por ano nos EUA e Europa. |
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Os
sinais e sintomas de sífilis são vários,
dependendo do estágio em que se encontra. Nos Estados
Unidos, são informados aproximadamente 36.000 casos
de sífilis por ano, e o número atual é
presumivelmente mais alto. Seis em cada dez casos informados
acontece em homens.
Se não tratada adequadamente, a sífilis
pode causar sérios danos ao sistema nervoso central
(SNC) e ao coração. A sífilis sem
tratamento pode ser fatal. Se você acha que poderia
ter sífilis, ou se descobre que parceiro sexual
teve ou poderia ter tido sífilis, procure um médico
o mais cedo possível.
Sífilis Primária
A sífilis primária manifesta-se após
um período de incubação variável
de 10 a 90 dias, com uma média de 21 dias após
o contato. Até este período inicial o indivíduo
permanece assintomático, quando aparece o chamado
“cancro duro” (apesar de em Portugal a palavra
cancro também significar câncer ou neoplasia,
trata-se aqui de uma doença infecciosa). O câncro
é uma pequena ferida ou ulceração
firme e dura que ocorre no ponto exposto inicialmente
ao treponema, geralmente o pênis, a vagina, o reto
ou a boca. O diagnóstico no homem é muito
mais fácil, pois a lesão no pênis
chama a atenção, enquanto que a lesão
na vagina pode ser interna e somente vista através
de exame com um espéculo ginecológico. Pode
ocorrer linfonodomegalia satélite não dolorosa.
Esta lesão permanece por 4 a 6 semanas, desaparecendo
espontaneamente. Nesta fase a pessoa infectada pode pensar
erroneamente que está curada. Ocorre disseminação
hematogênica.
Sífilis Secundária
A sífilis secundária é a seqüência
lógica da sífilis primária não
tratada e é caracterizada por uma erupção
cutânea que aparece de 1 a 6 meses (geralmente 6
a 8 semanas) após a lesão primária
ter desaparecido. Esta erupção é
vermelha rosácea e aparece simetricamente no tronco
e membros, e ao contrário de outras doenças
que cursam com erupções, como o sarampo,
a rubéola e a catapora, as lesões atingem
também as palmas das mãos e as solas dos
pés. Em áreas úmidas do corpo se
forna uma erupção cutânea larga e
plana chamada de condiloma lata. Manchas tipo placas também
podem aparecer nas mucosas genitais ou orais. O paciente
é muito contagioso nesta fase.
Outros
sintomas comuns nesta fase incluem febre, garganta dolorida,
mal estar, perda de peso, anorexia, dor de cabeça,
meningismo, e linfonodomegalia. Manifestações
raras incluem meningite aguda, que acontece em aproximadamente
2% de pacientes, hepatite, doença renal, gastrite,
proctite, colite ulcerativa, artrite, periostite, neurite
do nervo ótico, irite, e uveíte.
Sífilis Terciária
A
Sífilis terciária acontece já um
ano depois da infecção inicial mas pode
levar dez anos para se manifestar - e já foram
informados casos onde esta fase aconteceu cinqüenta
anos depois de infecção inicial.
Esta
fase é caracterizada por formação
de gomas sifilíticas, tumorações
amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas
que podem acontecer em quase qualquer parte do corpo,
inclusive no esqueleto ósseo. Outras características
da sífilis não tratada incluem as juntas
de Charcot (deformidade articular), e as juntas de Clutton
(efusões bilaterais do joelho). As manifestações
mais graves incluem neurosífilis e a sífilis
cardiovascular.
Complicações
neurológicas nesta fase incluem a paresia generalizada
demencial que resulta em mudanças de personalidade,
mudanças emocionais, hiperreflexia e pupilas de
Argyll-Robertson, um sinal diagnóstico no qual
as pupila contraem-se pouco e irregularmente quando os
olhos são focalizados em algum objeto, mas não
respondem à luz; e também a "Tabes
dorsalis", uma desordem da medula espinhal que resulta
em um modo de andar característico. Complicações
cardiovasculares incluem aortite, aneurisma de aorta,
aneurisma do seio de Valsalva, e regurgitação
aórtica, uma causa freqüente de morte. A aortite
sifilítica pode causar o sinal de Musset (um subir
e descer da cabeça, acompanhando os batimentos
cardíacos, percebido por Musset primeiramente em
prostitutas Parisienses).
Sífilis
Congênita
Sífilis
congênita é a sífilis adquirida no
útero e presente ao nascimento. Acontece quando
uma criança nasce de uma mãe com sífilis
secundária ou terciária. De acordo com o
Centro de Controle e Prevenção de Doenças
dos Estados Unidos, 40% dos nascimentos de mães
sifilíticas são nadomortos, 40 a 70% dos
sobreviventes estão infetados e 12% destes morrerão
nos primeiros anos de vida. Manifestações
de sífilis congênita incluem alterações
radiográficas, dentes de Hutchinson (incisivos
centrais superiores espaçados e com um entalhe
central); "molares em amora" (ao sexto ano os
molares ainda tem suas raízes mal formadas); bossa
frontal; nariz em sela; maxilares subdesenvolvidos; hepatomegalia
(aumento do fígado); esplenomegalia(aumento do
baço); petéquias; outras erupções
cutâneas; anemia; ;linfonodomegalia; icterícia;
pseudoparalisia; e snuffles, nome dado a rinite que aparece
nesta situação. Os "Rhagades"
são feridas lineares nos cantos da boca e nariz
que resultam de infecção bacteriana de lesões
cutâneas. A morte por sífilis congênita
normalmente é por hemorragia pulmonar.
Sífilis
Decapitada
Chamamos
de sífilis decapitada a sífilis adquirida
por transfusão sanguínea, já que
não apresenta a primeira fase e começa direto
na sífilis secundária. Este tipo de transmissão
atualmente é quase impossível, já
que todo sangue é testado antes de ser disponibilizado
aos bancos de sangue.
Sífilis
Latente
Estado
tipo portador, em que o individuo está infectado
e é infeccioso mas não apresenta sintomas
significativos.
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A
Sífilis é tratável e é importante
iniciar o tratamento o mais cedo possivel, porque com a
progressão para a sífilis terciária
os danos causados poderão ser irreversiveis, nomeadamente
no cérebro.
A
penicilina G é a primeira escolha de antibiótico.
O tratamento consiste tipicamente em penicilina G ou benzatina
durante vários dias ou semanas. Indivíduos
que têm reações alérgicas a
penicilina (i.e., anafilaxia) podem ser tratados efetivamente
com tetraciclinas por via oral.
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| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
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