As
yersinioses são doenças
enzoóticas (epidêmicas entre animais) em
várias espécies animais como roedores, pássaros,
anfíbios, peixes, mariscos e animais domésticos,
como o cão, o gato, o boi, a cabra e, principalmente,
o porco. São também zoonóticas, pois,
podem ser transmitidas dos animais ao homem. São
determinadas por enterobactérias do gênero
Yersinia, sendo as patogênicas para o homem a Y.
pestis (praga), endêmica entre roedores e transmitida
ao homem por picadas de pulgas, a Y. enterocolitica (principalmente
os serotipos 0:3, o 0:5, o 0:8 e o 0:9) e a Y. pseudotuberculosis.
Em vários estudos baseados em exames de fezes diarreicas
provocadas por bactérias, as Yersinias apareceram
em quarto lugar, sendo somente ultrapassada pelas Salmonellas,
pelo Campylobacter e pela Shigella. Os grandes surtos
da yersiniose no mundo foram determinados pela contaminação
da água, de alimentos, do leite fresco ou mesmo
pasteurizado. Na Bélgica, onde culturalmente há
grande consumo, a carne de porco contaminada é
causa de muitos surtos da doença. Uma lingüicinha,
um lombinho, um pezinho de porco são acepipes dos
deuses, mas, se não houver cuidado com a qualidade
do produto, o final pode ser uma fria e pouco confortável
cama hospitalar. Até o momento, não foram
descritos portadores sãos na disseminação
das Yersinias. As incidências maiores de serotipos
diferentes na Europa e América do Norte ainda não
foi bem explicada, embora sejam possibilidades fatores
genéticos populacionais e variedades diferentes
das bactérias.
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