Arthur
Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico,
nasceu em 3 de Março de 1953. Foi um futebolista
brasileiro que se notabilizou mundialmente a partir da
conquista da Libertadores da América e do Campeonato
Mundial Interclubes pela equipe carioca do Flamengo, e
na Copa do Mundo de 1982, na Espanha.
Esporte
É
considerado por muitos o maior jogador brasileiro depois
de Pelé, e certamente o maior jogador da história
do Flamengo, clube do Rio de Janeiro onde atuou durante
a maior parte de sua carreira, entre 1967 e 1989, com
uma interrupção entre 1983 e 1985 período
em que esteve na Itália, jogando pela Udinese.
No
Flamengo, conquistou quatro títulos nacionais,
em 1980, 1982, 1983 e 1987, a Taça Libertadores
da América e o Mundial Interclubes, em 1981, entre
diversos outros títulos. Veja lista abaixo:
O
Início de sua Carreira
Zico
começou sua carreira no Juventude de Quintino,
um pequeno time de amigos do bairro de Quintino Bocaiúva,
na zona norte do Rio de Janeiro. Foi durante um torneio
no River Futebol Clube,tradicional clube da Piedade, que
seu futebol ainda menino chamou a atenção.
Foi para o Flamengo aos 14 anos de idade, quando o radialista
Celso Garcia, amigo da família, o levou para a
escolinha de futebol do clube. Zico só estreou
no time principal em 1971, em uma partida contra o Vasco
da Gama, cujo placar terminou 2x1 para o time rubro-negro.
Zico só foi se firmar como titular na equipe em
1974, depois de passar por uma intensa preparação
física, devido ao corpo antes franzino.
Zico
- Todos os Títulos
* Campeonato Carioca Infantil (Flamengo, 1969, Campeonato
Quadrangular Infantil (Flamengo, 1969),
* Torneio Pré-Olímpico (Seleção
Brasileira, 1971),
* Campeonato Carioca Juvenil (Flamengo, 1972),
* Campeonato Carioca (7) (Flamengo, 1972, 74, 78, 79,
Especial, 81 e 86),
* Taça Guanabara (9) (Flamengo, 1972, 73, 78, 79,
80, 81, 82, 88 e 89),
* Campeonato Brasileiro (4) (Flamengo, 1980, 82, 83 e
87),
* Copa Rio Branco (Seleção Brasileira, 1976),
* Copa Roca (Seleção Brasileira, 1976),
* Mundialito de Cáli (COL) (Seleção
Brasileira, 1977),
* Taça Libertadores da América (Flamengo,
1981),
* Mundial Interclubes (Flamengo, 1981),
* Troféu Ramón de Carranza (2) (Flamengo,
1979 e 80),
* Torneio de Goiás (Flamengo, 1975),
* Torneio de Jundiaí (Flamengo, 1975),
* Torneio de Mato Grosso (Flamengo, 1976),
* Torneio Bicentenário dos EUA (Seleção
Brasileira, 1976),
* Troféu Ciudad de Santander (Flamengo, 1980),
* Torneio de Nápoles (Flamengo 1981),
* Torneio Quadrangular de Udine (Udinese, 1983),
* Taça Rio de Janeiro (Flamengo, 1986),
* Taça Euzébio de Andrade (Flamengo, 1987),
* Copa Kirin (JAP) (Flamengo, 1988),
* Troféu Colombino (Flamengo, 1988),
* Torneio de Hamburgo (ALE) (Flamengo, 1989),
* Copa do Craque (Seleção Brasileira Masters,
1990),
* Copa Pelé (Seleção Brasileira Masters,
1991),
* Copa Muroran (JAP) (Kashima Antlers, 1992),
* Copa Suntory (1ª fase) (JAP) (Kashima Antlers,
1993),
* Meiers Cup (JAP) (Kashima Antlers, 1993),
* Pepsi Cup (JAP) (Kashima Antlers, 1993),
* Mundial de Futebol de Praia (2) (Seleção
Brasileira, 1995 e 1996),
* Copa América de Futebol de Praia (2) (Seleção
Brasileira 1995 e 1996),
* Torneio Internacional de Futebol de Praia (JAP) (Seleção
Brasileira)
Destaques
na carreira
Melhor
jogador das Américas eleito pelo jornal "El
Mundo" (VEN) (1977), Melhor jogador do mundo eleito
pelo "Guerin Esportivo" (ITA), "El Balón"
(ESP), "El Mundo" (VEN) e revista "Placar"
(1981), Melhor jogador das Américas eleito pelos
jornais "El Gráfico" (ARG) e "El
Mundo" (VEN) (1982), Artilheiro da temporada no Brasil
- 59 gols (1982), Recorde de gols pelo Flamengo em uma
só temporada - 49 gols (1974), Recorde de gols
pelo Flamengo em uma só temporada - 56 gols (1976),
Recorde de gols em partidas seguidas no Campeonato Japonês
- 11 gols em 10 jogos seguidos (1992, Vice-artilheiro
do Campeonato Italiano, tendo ficado a um gol do francês
Michel Platini e tendo jogado seis partidas a menos por
uma equipe - a Udinese - bem mais modesta que a do francês:
a Juventus de Turim, campeã naquele ano (1983).
Atuou
também pelo Sumimoto Metals (atual Kashima Antlers)
do Japão de 1991 a 1994, e é apontado como
um dos grandes responsáveis pela rápida
popularização do esporte naquele país
nos anos 90.
Atuou
pela seleção brasileira de futebol de 1976
a 1986, tendo marcado 64 gols em 87 partidas e perdido
uma única partida no tempo normal de jogo, contra
a Itália, no estádio do Sarriá, na
Copa da Espanha, em 1982. Participou ainda das Copas do
Mundo de 1978, e 1986. Na última, acabou sendo
triste e injustamente responsabilizado pela desclassificação
de sua equipe diante da França nas quartas-de-final
do torneio. Na ocasião, Zico fez um lançamento
preciso e milimétrico para o jogador Branco, que
foi derrubado dentro da grande-área, tendo o juiz
marcado penalidade máxima. Zico, ainda frio, pois
havia entrado na partida cerca de cinco minutos antes,
teve o pênalti defendido pelo goleiro Batts no tempo
normal de jogo, que acabou empatado em 1 a 1. Ele converteu
sua cobrança na decisão por penalidades,
mas a França venceu por 4 a 3. Os jogadores Michel
Platini, pela França, e Sócrates e Júlio
César, pelo Brasil, erraram suas cobranças.
É
atualmente técnico de futebol e desde 2004 dirige
a seleção do Japão, a primeira equipe
classificada para a Copa do Mundo de 2006.
Zico foi o artilheiro de 18 competições
oficiais (nº de gols e ano):
Campeonato Carioca de Escolinha (26, 1970), Campeonato
Carioca Infantil 1 (9, 1971), Campeonato Carioca Profissional
(30, 1975), Taça Guanabara (10, 1975), Campeonato
Carioca (27, 1977), Campeonato Carioca (19, 1978), Campeonato
Carioca (26, 1979), Campeonato Especial (34, 1979), Torneio
Ramon de Carranza (3,1979), Torneio Ramon de Carranza
(ESP)(2, 1980), Torneio de Santander (ESP) (3, 1980),
Campeonato Brasileiro (21, 1980), Taça Libertadores
da América (11, 1981), Torneio de Nápoles
(ITA)(4, 1981), Campeonato Brasileiro (21, 1982), Taça
Guanabara (12, 1982), Campeonato Carioca (21, 1982), Campeonato
Japonês (21, 1992)
O
Duro Golpe
A
falta de ambição da Udinese acabou motivando
Zico a voltar ao Flamengo. O retorno, em 1985, foi muito
festejado pela torcida, mas, no mesmo ano, sua carreira
sofreu o mais duro golpe: em uma partida contra o Bangu,
o jogador Márcio Nunes fez uma falta criminosa,
entrando com os dois pés no joelho esquerdo de
Zico. A jogada rompeu os ligamentos cruzados do joelho
do craque, que teve que se submeter a diversas operações
e, segundo ele, "aprender a andar de novo".
Mais uma vez tendo que provar a sua paixão pelo
futebol, e sua gana de vencer; e também demonstrou
não guardar mágoas, perdoando o zagueiro
Márcio algum tempo depois.
Política
Em
1990, durante o governo do Presidente Collor, foi Secretário
Nacional de Esportes.
Japão
Em
1991, retornou ao futebol, para disputar o campeonato
japonês. Seu retorno aos gramados, junto com outros
jogadores famosos já aposentados ou em vias de
se aposentar é hoje apontado como uma das maiores
razões da rápida popularização
do futebol no Japão. Em 1994, deixou definitivamente
de atuar como futebolista.
Técnico
Atualmente,
desde junho de 2002, exerce o cargo de selecionador da
seleção japonesa de futebol. Apesar de ter
sido várias vezes convidado a assumir cargos no
Flamengo, Zico nunca aceitou. Especula-se que isso se
deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações
do clube carioca, que desde a época dourada de
Zico vêm gradativamente acumulando divídas
e maus resultados. O último título nacional
do Flamengo foi em 1992.
Ficha
Pessoal
O
nome completo de Zico é Arthur Antunes Coimbra.
Ele nasceu em 03 de março de 1953, no Rio de Janeiro
(RJ), Brasil, tem uma esposa que se chama Sandra, com
quem teve três filhos, Júnior, Bruno e Tiago.
Ele mede 1,72m, e pesa 72kg.