A
Copa do Mundo de 1950 foi a quarta Copa
do Mundo disputada, e contou com a participação
de 13 países. Trinta e três países
participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu
no Brasil.
Brasil
na Copa
* Colocação: 2º lugar
* Campanha: 6 jogos, 4 vitorias, 1 empate, 1 derrota,
10 gols a favor e 3 gols contra.
* Jogos: Brasil 4 X 0 México, Brasil 2 X 2 Suiça,
Brasil 2 X 0 Iugoslávia, Brasil 7 X 1 Suécia,
Brasil 6 x 1 Espanha e Brasil 1 x 2 Uruguai.
Para
o maior futebol do mundo o maior estádio que o
mundo já viu. Foi construído o Estádio
Muncipal do Rio de Janeiro o Maracanã. O Brasil
organizou um mundial sensacional, com um público
espetacular, que so foi superado décadas depois.
O Brasil de Zizinho, Barbosa, Ademir de Menezes (que foi
artilheiro da Copa) foi brilhante...mas perdeu. Na 1ª
fase vencemos 4 x 0 o México, empatamos em 2 x
2 com a Suiça (devido a politicagem que impôs
o jogo em São Paulo com jogadores paulistas, desfigurando
a seleção) e vencemos a Iugoslávia
por 2 x 0. Na 1ª fase a grande decepção
foi a Inglaterra que perdeu por 2 x 1 dos Estados Unidos,
na MAIOR ZEBRA DE TODOS OS TEMPOS. A Itália, bi-campeã
mundial, também caiu na 1ª fase, mas o time
não era sombra de antes devido ao trágico
acidente aéreo que vitimou o time inteiro do Torino,
base da Squadra Azurra. Na final, um quadrangular inédito
e único em copas, Brasil, Suécia, Espanha
e Uruguai. Brasil 7 x 1 na Suécia, Brasil 6 x 1
na Espanha, garantiam ao Brasil o empate para conquista
do título frente ao Uruguai. Mas....
Derrota
do Brasil
O
silêncio tomou conta do Maracanã as 16 horas
e 50 minutos do dia 16 de julho. O Brasil precisava de
um empate. Saiu ganhando e perdeu por 2 a 1. Desolados,
os quase 200 mil torcedores demoraram mais de meia hora
para deixar o estádio. O time brasileiro fez trinta
lances a gol (dezessete no primeiro tempo e treze no segundo).
Os jogadores cometeram quase o dobro de faltas, um total
de 21, contra apenas onze do Uruguai.
O
presidente da FIFA, Jules Rimet, conta um caso curioso
no seu livro La historie merveilleuse de la Cope du Monde:"Ao
término do jogo, eu deveria entregar a Copa ao
capitão do time vencedor. Uma vistosa guarda de
honra se formaria desde a entrada do campo até
o centro do gramado, onde estaria me esperando, alinhada,
a equipe vencedora (naturalmente, a do Brasil). Depois
que o público houvesse cantado o hino nacional,
eu teria procedido a solene entrega do troféu.
Faltando poucos minutos para terminar a partida (estava
1 a 1 e ao Brasil bastava apenas o empate), deixei meu
lugar na tribuna de honra e, já preparando os microfones,
me dirigi aos vestiários, ensurdecido com a gritaria
da multidão".
Aconselhado
a descer devagar a escada até o vestiário,
Jules Rimet ia acompanhado por delegados da FIFA, dirigentes
brasileiros e guardas armados com a missão de proteger
a taça de ouro.
"Eu
seguia pelo túnel, em direção ao
campo. A saída do túnel, um silêncio
desolador havia tomado o lugar de todo aquele júbilo.
Não havia guarda de honra, nem hino nacional, nem
entrega solene. Achei-me sozinho, no meio da multidão,
empurrado para todos os lados, com a Copa debaixo do braço"
Jules
Rimet não conseguiu entregar a taça e decidiu
se retirar. Mas logo depois voltou e Obdulio Varela recebeu
a taça. Rimet disse: "Estou feliz pela vitória
que vocês acabam de conquistar. Cheia de mérito,
sobretudo por ter sido inesperada. Com minhas felicitações".
Na
tentativa de encontrar um culpado para a derrota do Brasil,
os superticiosos de plantão culparam a troca do
local de concentração na véspera
da final. O Brasil trocou a concentração
de Joá pelo estádio do Vasco da Gama em
São Januário. Outros culpam Flávio
Costa pelas 2 horas de missa na manhã do jogo impostas
pelo treinador aos jogadores, que rezaram de pé.
Portugal na Copa
Uma
vez mais, Portugal não chegou à fase final
e uma vez mais foi afastado pela Espanha em 2 jogos. A
2 de Abril de 950, em Madrid, a Espanha ganhou 5-1 com
golos de Zarra, Basora, Painzo (2) e Molowny, e Cabrita.
Em Lisboa, a 9 de Abril de 1950, Portugal empatou 2-2
com golops de Travaços e Jesus Correia, e Zarra
e Gainza.
Bem
perto do início da fase final, diversas equipas
desistiram, e a organização brasileira convidou
Portugal a participar, mas o convite foi declinado.