Vida
e carreira
Adams
iniciou sua carreira nos quadrinhos em 1959, quando enviou
uma amostra de seu trabalho para a DC Comics, cuja qual
foi rejeitada. Ele então conseguiu um trabalho
na Archie Comics, desenhando Bat Masterson. De 1962 até
1966, ele ilustrou uma tira de jornal baseada na série
televisiva Ben Casey. Depois que Archie Goodwin, editor
das revistas de horror da Warren Publishing, começou
a cuidar de seus trabalhos, Adams tentou mais uma vez
se aproximar da DC. Em 1968, ele fez uma história
do Desafiador na Strange Adventures, e logo se tornou
o principal capista da editora. Isso causou um certo rebuliço
na Marvel Comics, com o editor Stan Lee oferecendo diversos
títulos. Adams acabaria se unindo ao escritor Roy
Thomas na equipe criativa de X-Men, então prestes
a ser cancelada. Apesar da dupla não ter sido capaz
de salvar o título (que viria a ter essa sua primeira
série cancelada no número 67), o que os
dois fizeram nas edições do Nº 56 até
63 (de Maio até Dezembro de 1969) é considerado
como um dos trabalhos mais criativos da Marvel na época.
No
início da década de 70, Adams e seu colaborador
Dennis O'Neil fez uma revolução um tanto
controversa na época dos personagens da DC Lanterna
Verde e Arqueiro Verde, colocando-os lado a lado em um
longo arco de histórias aonde os dois são
levados para uma jornada cheia de comentários sociais
pela América.
Batman,
ainda estigmado pela sua versão alegre e colorida
série da década de 60, teve sua revitalização
pelas mãos de Adams e O'Neil, que tornaram suas
histórias mais sombrias e violentas. Outro colaborador
constante que o ajudou nessa empreitada foi o arte-finalista
Dick Giordiano, com o qual viria a formar a Continuity
Associates, uma companhia que inicialmente fez storyboards
para cinema.
Durante
a década de 70, Adams era politicamente ativo na
indústria, e procurava unificar a comunidade criativa.
Seus esforços, juntos com os precedentes impostos
pelas políticas favoráveis ao criador da
Atlas/Seaboard Comics, ajudaram a instalar na indústria
contemporânea a prática padrão de
retornar a arte original para o artista, que pode aumentar
seus ganhos ao vender seus originais para colecionadores.
Adams também ajudou os esforços dos criadores
do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster, em ganharem décadas
de créditos acumulados e alguma remuneração
financeira da DC.
Na
mesma década, Adams ilustrou livros da série
Tarzan e também fez alguns trabalhos relacionados
à cinema. Com a onda dos quadrinhos independentes
do início da década de 80, ele começou
a trabalhar com a Pacific Comics, entre outras editoras,
e fundou a sua própria, a Continuity Comics, um
tipo de subsidiária da Continuity Associates. Entre
os personagens lançados pela sua editora, estão
Bucky O'Hare, Guerreiros Esqueleto, CyberRad e Ms. Mystic.
Houveram conversas entre Adams e Gene Simmons sobre a
produção de uma série de quadrinhos
da banda Kiss, mas nada foi concretizado.
Prêmios
Adams
ganhou Alley Awards em 1967 por Melhor Capa (Strange Adventures
Nº207); em 1968 por Melhor História ("Track
of the Hook" em "The Brave and the Bold"
Nº79, com o escritor Bob Haney); e em 1969 por Melhor
Desenhista. Ele foi colocado no Hall da Fama do Alley
Award em 1969.
Ele
também ganhou Shazam Awards em 1970 por Melhor
História Individual ("No Evil Shall Escape
My Sight" em "Green Lantern" Nº76,
com Dennis O'Neill]]), e Melhor Desenhista (Dramatic Division);
e em 1971 por Melhor História Individual ("Snowbirds
Don't Fly" em Green Lantern Nº85, novamente
com O'Neil).
Adams
foi finalista na votação para entrar no
Hall da Fama de Jack Kirby em 1990 e 1991, e entrou em
1999.