Era
filho de Benjamim Peirce, na época um dos mais
importantes matemáticos de Harvard.
Charles
Sanders Peirce licenciou-se em ciências e doutorou-se
em Química em Harvard. Ensinou filosofia nesta
universidade e na Universidade de John Hopkins. Foi o
fundador do Pragmatismo e da ciência dos signos,
a semiótica. Antecipou muitas das problemáticas
do Círculo de Viena.
Além
dos títulos descritos, Peirce também era
matemático, físico e astrônomo. Dentro
das ciências culturais estudou particularmente Linguística,
Filologia e História, com contribuições
também na área da Psicologia Experimental.
Estudou praticamente todos os tipos de ciência em
sua época, sendo também conhecedor de mais
de dez idiomas.
As
áreas pelas quais é mais conhecido, e às
quais dedicou grande parte de sua vida e estudos, são
a Lógica e Filosofia. Propôs aplicar nesta
última os métodos de observação,
hipóteses e experimentação a fim
de aproximá-la mais das características
de ciência.
Peirce
concebia a Lógica dentro do campo do que ele chamava
de teoria geral dos signos, ou Semiótica. Os últimos
30 anos de sua vida foram dedicados a estudos acerca da
Semiótica, para Peirce um sistema de lógica.
Produziu cerca de 80.000 manuscritos durante a vida, sendo
que 12.000 páginas foram publicadas.
A
Semiótica Peirciana pode ser considerada uma Filosofia
Científica da Linguagem. A Fenomenologia é
a ciência que permeia a semiótica de Peirce,
e deve ser entendida nesse contexto. Para Peirce, a Fenomenologia
é a descrição e análise das
experiências do homem, em todos os momentos da vida.
Nesse sentido, o fenômeno é tudo aquilo que
é percebido pelo homem, seja real ou não.
Seus estudos levaram ao que ele chamou de Categorias do
Pensamento e da Natureza, ou Categorias Universais do
Signo. São elas a Primeiridade, que corresponde
ao acaso, ou o fenômeno no seu estado puro que se
apresenta à consciência, a Secundidade, corresponde
à ação e reação, é
o conflito da consciência com o fenômeno,
buscando entendê-lo. Por último a Terceiridade,
ou o processo, a mediação. É a interpretação
e generalização dos fenômenos.