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Nicholas Negroponte |
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Nicholas
Negroponte (1943, Nova Iorque) é um cientista
estadunidense, filho de gregos, formado em arquitetura.
É um dos fundadores e professor do Media Lab, o laboratório
de multimídia do Massachusetts Institute of Technology
(MIT), onde é financiado por mais de 105 empresas,
incluindo as maiores corporações dos Estados
Unidos da América e as grandes empresas da indústria
do entretenimento. Ele também assina a coluna da
revista Wired e é muito reconhecido no universo da
informática. É considerado brilhante e caracteriza
seus conceitos no seu famoso livro “A vida digital”,
conceitos muito discutidos, pois são irreverentes
e otimistas. Negroponte estudou no MIT, onde se especializou
no então novo campo de computer aided design (CAD),
ou Projeto assistido por computador.
Entre
suas explicações ele começa determinando
a diferença entre bits e átomos. Para Negroponte
a natureza física, constituída de átomos,
passa a ser transmitida e “transformada” em
outra natureza, a natureza digital (bits). Como não
é baseada em matéria física, a informação
em bits pode ser transmitida cada vez mais em um tempo
e espaço menor, ultrapassando os limites da informática
e estando cada vez mais presentes na vida dos seres humanos.
Haverá
uma interação maior entre os humanos de
todos os lados do mundo, compartilhamento idéias
e isso de uma forma cada vez mais dinâmica. Assim
como grandes computadores transformaram-se hoje em laptops
e palmtops que podem ser carregados até em bolsos.
Além disso, será cada vez maior a interatividade
e o mundo digital irá se adaptar há quem
o serve, sendo cada vez mais personalizado.
O
conceito de multimídia também foi descrito
por Negroponte. Ele defende a interação
entre bits, a mistura entre bits de vídeo e bits
de áudio. Entre esses e outros, mostra a importância
dos computadores e meios digitais serem mais “inteligentes”,
para ele não somos nós que temos que nos
adaptar e sim os meios a nós, a interface deverá
ser “moldada” para cada usuário, facilitando
sua manipulação.
Enfim,
em suas teorias, mostra como os meios digitais facilitam
e vão dominar nossa próxima era, como o
e-mail, que é muito mais barato e tem inúmeras
vantagens em relação a um fax, a globalização
fará com que não haja barreira aos bits,
e a partir daí todo o estilo de vida humano passará
por um processo enorme de transformação.
Segundo
Negroponte, toda indústria que possui uma posição
dominante deve buscar formas de se diversificar, a tecnologia
pode ser a resposta. Um exemplo são fabricantes
de postes de luz e bueiros, talvez. Postes de iluminação
pública são ideais para a instalação
de estações-base para acesso Wi-Fi: "Cada
poste poderia ser uma estação de conexão
peer-to-peer", afirma. "Os bueiros são
instalados em espaços regulares nas ruas das cidades,
e poderiam ser usados para alguma coisa. Quem sabe? Esta
é uma boa hora para essas empresas começarem
a pensar em possibilidades inesperadas".
A inovação em tempos de dificuldades econômicas
envolve o ato de pensar de formas surpreendentes, afirma
Negroponte. Outra opinião dele é que a geração
futura vai ficar horrorizada quando souber que utilizamos
fios para conexão ou para qualquer outra coisa.
Através desta afirmação podemos notar
que Negroponte é muito otimista em relação
às novas mídias.
O PC de U$100
Negroponte
esteve em 2005 no Brasil, trazendo várias idéias
e propostas. Uma delas chamou bastante a atenção:
a idéia do Notebook de 100 dólares, que,
segundo ele, iria melhorar a educação, pois
possibilitaria ao estudante várias opções
de pesquisa e segundo ele faria os estudantes terem um
maior contato com o mundo ou a chamada "globalização".
O
autor do livro “Vida Digital” ainda afirma
em entrevista feita para o site icoletiva.com que o Brasil,
por ter uma grande população que varia entre
15 e 25 anos de idade, ainda tem uma grande possibilidade
de se tornar um grande pólo de produção
de software, maior ainda que a Índia, mas que para
isso precisaria escutar os jovens e assim descentralizar
as idéias. Negroponte acrescentou que em suas previsões
ele ainda vê o avanço da internet móvel,
e que no futuro vamos ser motivos de risos quando verem
que usávamos fios para nos conectar a internet.
Assim começa a “vida sem Fio” ou vida
totalmente wireless'.
Será
o fim da exclusão digital?
Em
um mundo cada vez mais globalizado, onde a informação
flui instantaneamente e se desatualiza antes mesmo de
ser conhecida, o passado deixa de existir como fumaça
no ar e o futuro já é conhecido. Negroponte
vê em suas previsões que em breve assistiremos
à fusão entre o mundo interativo, o mundo
do entretenimento e o mundo da informação.
Separadas do mundo tecnológico, nossas crianças
não têm futuro como cidadãos produtivos:
o mercado não pode mais tolerar a cisão
homem-máquina. O mercado quer a fusão, o
mercado deseja o homem-cibernético.
Mordomos
Digitais
“A
idéia é construir substitutos de computadores
que possuam certa quantidade de conhecimento, tanto sobre
um assunto (um processo, uma área de interesse,
um modo de operar) quanto sobre você e sua relação
com esse assunto (seus gostos, inclinações,
as pessoas que você conhece). Ou seja, o computador
deve possuir uma dupla especialidade, como um cozinheiro,
jardineiro e um motorista utilizando os conhecimentos
que tem para atender aos gostos e necessidades do patrão
em matéria de comida, jardinagem e locomoção.”
O
Paladino da era digital
Negroponte
é visto como um paladino da era digital, pois de
certa forma as “visões” dele a respeito
do desenvolvimento da tecnologia da informação
são bastante válidas. Negroponte é
uma daquelas pessoas rotuladas como otimista em relação
à das novas mídias. Chegou a profetizar
que, com o desenvolvimento e a rapidez com que as informações
são geradas, serão capazes de gerar um êxodo
urbano sem procedentes. Ou seja, não haverá
nada que se possa fazer que você não acesse
lá da sua casa de campo a milhas dos grandes centros
urbanos. Na visão de Negroponte, o computador,
principal signo dessa nova era, vem como uma ferramenta
de assistência a atividades em que exigem um tempo
que poderia ser aproveitado de outra forma. Há
também quem veja essa imersão às
facilidades provocadas pelo computador de forma bastante
negativa. Jean Baudrillard é o Yang de Nicholas,
e vê a sociedade cada vez mais escrava e dependente
das “máquinas”.
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| Licenciado
sob a GNU Free
Documentation License. Fonte de Wikipédia
Nicholas Negroponte. |
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