Nascido
na Ucrânia, naturalizou-se norte-americano em 1916
e fez carreira na Universidade de Rutgers, Nova Jersey,
onde foi professor e diretor do Instituto Rutgers de Microbiologia.
Especialista
em microbiologia do solo, Waksman inspirou-se no descobrimento
da penicilina por Alexander Fleming para obter a estreptomicina,
primeiro agente específico efetivo no tratamento
da tuberculose.
A
partir do estudo dos actinomicetos (bactérias filamentosas,
similares a fungos) dos solos, Waksman desenvolveu um
preparado antibiótico, termo que criou em 1941,
capaz de destruir o bacilo da tuberculose, que a penicilina
destruía apenas parcialmente.
Na
década de 1940, a equipe dirigida por Waksman isolou
a actinomicina, letal para o bacilo da tuberculose, embora
tóxica para os animais testados. Finalmente, em
1943, Waksman extraiu do actinomiceto Streptomyces griseus
a estreptomicina, um antibiótico relativamente
inócuo para o homem, de excelentes resultados na
luta contra a tuberculose quando combinado com a quimioterapia.
A
importância dessa descoberta valeu-lhe, em 1952,
o Prêmio Nobel de Medicina ou fisiologia.