A
mão com um dedo oposto aos restantes - o polegar
- foi uma aquisição evolutiva extremamente
importante, pois permitiu a estes animais
a utilização de instrumentos, com os quais
podem mais facilmente defender-se e modificar o meio ambiente
para melhor sobreviverem (Edgar Morin, no seu "O
Paradigma Perdido" se refere à dialéctica
"pé - mão - cérebro").
A
mão tem 27 ossos
principais, sendo 8 do carpo; 5 do metacarpo e 14 falanges,
mais um número variável de pequenos ossos
sesamóides.
Os
movimentos da mão humana são realizados
por dois conjuntos de músculos,
os intrínsecos, ou seja, que se encontram na própria
mão, e os extrínsecos - os flexores e extensores
longos, que se encontram no antebraço.
Os
músculos intrínsecos são os tenares
e hipotenares, respectivamente ligados ao 1º e 5º
dedos, os músculos interósseos muscles (entre
os metacarpais), quatro dorsais e três volares)
e os músculos lumbricas. Estes músculos
têm origem no flexor profundo - e são especiais
por não terem origem em ossos.
Os
músculos extrínsecos são os dois
flexores longos, localizados na parte interna do antebraço
e que se ligam por tendões às falanges –
que são muito visíveis nas “costas”
da mão. O flexor profundo liga-se às falanges
distais e o flexor superficial liga-se às falanges
médias. Estes músculos são responsáveis
pela flexão dos dedos. O polegar tem um flexor
longo e um curto no grupo de músculos tenares,
para além dos músculos oponente, abductor
e rotador.
A
mão e a cultura humana
A
importância da mão na cultura humana –
como órgão que “segura” (o poder)
- está patente em muitas expressões como,
por exemplo:
* ”Conheço-o como a palma da minha mão”
* ”Em segunda mão” (que já teve
outro possuidor)
* ”Governar com mão de ferro ou com pulso
de ferro”
* ”… à mão direita de Deus-pai..”
A
grande capacidade de movimentos da mão permitiu
ao homem - aprendendo pela observação de
animais - desenvolver as linguagens de sinais, não
só para melhorar a comunicação entre
surdos e mudos, mas também para utilizar em situações
especiais, como no teatro e entre navios ou pessoas que
se encontram fora do alcance do ouvido, mas que se podem
observar entre si.
Outra
possibilidade (também existente nos restantes primatas)
é a utilização da mão como
arma, não só fechada num punho, mas também
noutras posições, como nas artes marciais.