A
genética mendeliana no início de seu desenvolvimento
enfatizava variações descontínuas
dos seres vivos, em contraste com as variações
contínuas, tênues, nas quais a teoria da
seleção natural se baseava, e que eram até
então sustentadas por hipóteses como a pangênese
de Charles Darwin (uma hipótese de herança
de caracteres adquiridos), ou na de herança sangüínea
de Francis Galton.
Essa
questão sobre a (des)continuidade das variações
deu origem ao debate entre os biométricos e os
mendelianos. G. Udny Yule apontou que se a maioria dos
caracteres fossem determinados por múltipos fatores
mendelianos (genes), então isso possibilitaria
a variação contínua de caracteres.
Ainda assim, o debate entre as duas correntes continuou
por algum tempo.
Na
década de 1930, R. A. Fisher descreveu complexos
modelos estatísticos pelos quais a evolução
mendeliana poderia ocorrer, marcando os primórdios
da teoria sintética da evolução,
a reconciliação do mecanismo da seleção
natural com a genética mendeliana, somados a outros
fatores de genética populacional.