ROMÁRIO DE SOUZA FARIA
Romário de Souza Faria, mais conhecido apenas como Romário, (Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1966) é um importante futebolista brasileiro, terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira com 71 gols marcados perdendo somente para Pelé e Ronaldo. É considerado um dos melhores centro-avantes brasileiros de todos os tempos. Entre seus muitos títulos, destaca-se a Copa do Mundo de 1994, na qual foi a figura principal.
Romário está próximo de se tornar o segundo brasileiro a chegar marca do milésimo gol.
Biografia
Filho de Edevair de Souza Faria e Manuela Ladislau Faria, morou na comunidade do Jacarezinho até os três anos de idade, quando mudou-se para a Vila da Penha. Lá jogou no time de futebol do Estrelinha, fundado por seu pai, o que era uma maneira de incentivá-lo a prática dos esportes. Com pouco tempo já era destaque entre os garotos, e já jogava entre os mais velhos.
Em 1979, um olheiro o levou para fazer testes no infantil do Olaria. Destaque entre os jogadores da equipe, foi levado depois ao Vasco, mas foi obrigado a fazer um “estágio” de um ano, pois o jogador não tinha condições legais de ingressar no clube devido a idade.
Início da carreira
Romário iniciou sua carreira profissional em 1985 jogando pelo Vasco, promovido ao time principal por Antônio Lopes. Marcou seu primeiro gol a 18 de Agosto, em um amistoso contra o time do Nova Venécia. Começou a chamar atenção de torcedores e jornalistas já no Campeonato Carioca de 1985, onde foi vice-artilheiro. Considerado uma grande reveleção, assinou seu primeiro contrato profissional em 1986, ano em que fez dupla de ataque com o consagrado jogador Roberto Dinamite. Mesmo ao lado do goleador, foi artilheiro do Campeonato Carioca, com um gol a mais que Dinamite.
Em 1987 e 1988, o Baixinho ganhou com o Vasco o bi-campeonato carioca, sendo novamente artilheiro.
Destaque no clube, Romário foi convocado pela primeira vez para defender a Seleção Brasileira em 1987, em um amistoso contra a seleção da Irlanda. Mas seu primeiro gol com a Seleção Brasileira saiu apenas meses depois, numa vitória por 3 - 2 contra a Finlândia
Na Europa
O ano de 1988 é considerado pelos analistas como um grande ano na carreira de Romário. É nesse ano que ele conquista a medalha de prata nas Olimpíadas de Seul com a Seleção Brasileira. Tal feito ainda é a melhor colocação do Brasil em Olimpíadas.
Depois de conquistar o título do Campeonato Carioca e sagrar-se artilheiro da competição, transfere-se para o clube holandês PSV Eindhoven por US$ 5 milhões.
Em 1989 já gozava de grande prestígio internacional, (havia sido campeão da Copa América, título que a seleção brasileira não conquistava há quarenta anos e onde ele deu a eterna caneta em Maradona e fez o gol do título sobre o Uruguai).Ajudou o Brasil a se classificar para a Copa de 1990.
Na Copa do Mundo de 1990 sua participação foi prejudicada devido a fratura que sofreu no ano anterior, o que lhe deixou um longo tempo inativo. Foi convocado mas em sua única partida como titular, contra a Escócia, foi substituido no segundo tempo. Sem ritmo e prejudicado pelo esquema confuso do técnico Lazzaroni. O Brasil é desclassificado da Copa ao perder para Argentina de Maradona nas oitavas de final. Este jogo foi considerado o melhor do Brasil naquela Copa e muitos lamentaram a ausência de Romário.
Ao longo de 1990 e 1991 Romário segue sendo estrela de seu clube PSV, sendo artilheiro do Campeonato neerlandês e da Copa dos Países Baixos.
Em 1993 se transfere para o FC Barcelona. Romário tem um início arrasador. Na pré-temporada marca dezessete gols em doze partidas.
No decorrer do campeonato enfrenta muitos problemas. A torcida considera que o desempenho da equipe era prejudicado quando Romário estava em campo. Além disso, Romário era indisciplinado dentro e fora do gramado, chegando a ficar 4 partidas suspenso por agredir um zagueiro adversário. Fora de campo, era criticado pelo hábito de se divertir na noite catalã, o que irritava o técnico Johann Cruyff. Essa situação só melhorou em 1994, quando Romário foi artilheiro, e o Barcelona campeão do espanhol.
Em 1993, já tido como o melhor jogador em atividade no mundo, é chamado para salvar a Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. Seu desempenho é decisivo, marcando dois gols contra a Uruguai, no Maracanã, e classificando a seleção.
O ano de 1994 seria um dos melhores da carreira de Romário. Na Copa do Mundo de 1994 sua presença na famosa dupla de ataque com Bebeto é decisiva, garantindo o título ao Brasil. Não bastasse a média de 30 gols por temporada em 1993/1994, no final do ano Romário ganha o título da FIFA como melhor jogador do mundo de 1994.
A volta ao Brasil
Flamengo
No início de 1995 o Flamengo contrata o jogador anunciando um grande time para o ano de seu centenário, numa inusitada jogada de marketing. Romário foi artilheiro do Carioca, porém o Flamengo conquistou apenas a Taça Guanabara sobre o Botafogo (com três gols do Baixinho), perdendo o título do campeonato para o Fluminense (e o “título” de Rei do Rio para Renato Gaúcho, autor do gol decisivo da final).
No Campeonato Brasileiro a campanha foi ruím, o que abalou o prestígio do atacante. O time, que além de Romário, tinha os atacantes Sávio e Edmundo.
No ano de 1996 seu time conquista o Campeonato Carioca de forma invicta. Romário mais uma vez é artilheiro do estadual. O Flamengo conquista também a Copa Ouro Sul-Americana. Romário se envolve numa transação mal-sucedida, que trouxe de volta o atacante Bebeto e Romário acaba emprestado ao Valencia. Naquele ano o Flamengo termina em 14º lugar no Campeonato Brasileiro.
Em 1997 o jogador é emprestado outra vez ao Valencia, após tornar-se vice-campeão da Copa do Brasil ao empatar com Grêmio de 2 a 2 e tambem vice no Torneio Rio-São Paulo ao empatar com Santos pelo mesmo placar atuando pelo Flamengo. Ele só jogou 4 partidas pelo Flamengo no Campeonato Brasileiro de 97, que terminou em quinto colocado (sem ele no elenco). Na Seleção Brasileira, conquistou a Copa América, realizada na Bolívia, mas não jogou a partida final pois supostamente estava lesionado. Conquistou também a Copa das Confederações, realizada na Arábia Saudita.
Em 1998 retorna ao Flamengo após uma temporada frustrante no Valencia. Um mês antes da Copa do Mundo de 1998 ele se contunde em partida contra o Friburguense. Já na França, sede da copa, é cortado do grupo por contusão. Romário deu a palavra que no início da segunda fase já estaria recuperado. Porém a comissão técnica preferiu substituí-lo por Emerson. Antes da seleção chegar s quartas de finais, o Baixinho já estava atuando pelo Flamengo e fazendo gols. Romário contesta a decisão do técnico Zagallo e do auxiliar Zico.
Em 1999 Romário conquista seu 2º Campeonato Carioca, jogando apenas dezoito minutos no primeiro tempo da partida decisiva; em seu lugar entra o estreante Reinaldo, e mesmo assim, o Flamengo acabou conquistando o titulo contra o Vasco da Gama, com gol de Rodrigo Mendes, e Romário sagra-se novamente artilheiro do estadual. Ele também vence a artilharia da Copa Mercosul com 8 gols. Romário é dispensado do clube por indisciplina durante a última rodada do Campeonato Brasileiro, ao participar de uma festa em Caxias do Sul logo após derrota para o Juventude, atitude considerada desrespeitosa pelo Presidente do Flamengo na època, Edmundo Santos Silva.
Vasco
Em 2000, em meio a falta de pagamento e a dívida do Flamengo com o jogador (hoje estimada em 8 milhões de reais), Romário se transfere para o Vasco e diz estar “voltando as origens” se referindo ao clube que o projetou. Porém o Clube de Regatas Vasco da Gama tem uma dívida com o jogador equivalente a do seu rival. Nesse ano conquista com o Vasco a Copa Mercosul numa final memorável contra o Palmeiras, que vencia por 3×0 e não conseguiu conter a reação vascaína, virando para 4×3, com 3 gols de Romário, e o Campeonato Brasileiro (naquele ano chamado de Copa João Havelange).
Em 2001 boatos cercam o jogador sobre a sua ausência na final do Campeonato Carioca.
Fluminense
Em 2002 o jogador se transfere para o Fluminense como um ícone do momento e presente para a torcida deste clube que comemorava neste ano o seu centenário, tendo Romário a missão de divulgar a marca do clube internacionalmente, vindo a permanecer no Tricolor das Laranjeiras até o início de 2005. Em sua estréia, arrasta 70.000 tricolores ao Maracanã, faz dois gols, o Fluminense ganha do Cruzeiro por 5 a 1 e volta a virar manchete nos principais meios de comunicação.
Em sua primeira competição pelo Fluminense, Romário fez 16 gols em 26 partidas pelo Campeonato Brasileiro de 2002, ajudando o clube a terminar este Brasileiro em quarto lugar, embora tenha mostrado problemas de relacionamento com o seu companheiro de ataque, Magno Alves, artilheiro da Copa João Havelange em 2000, junto com Romário e Dill, e que também marcava muitos gols, como os 12 nesse mesmo Campeonato Brasileiro de 2002 . No Campeonato Brasileiro de 2003, Magno Alves já não mais fazia parte do elenco do Fluminense , tendo se transferido para a Coréia e o clube terminou esta competição, apenas em décimo-nono lugar .
No Campeonato Brasileiro de 2003, fez 13 gols em 21 jogos, mas nesta mesma competição, em 2004, apresentou uma queda de rendimento fazendo 5 gols e tendo disputado apenas 12 jogos, além de ter o seu nome envolvido publicamente com problemas disciplinares, apesar do Fluminense ter melhorado a sua colocação, com um nono lugar .
Mesmo já não mostrando bom futebol e não fazendo tantos gols pelo Fluminense , parte da opinião pública pede Romário na Seleção Brasileira que seria convocada para a Copa do Mundo de 2002, mas este jogador termina preterido pelo então técnico da seleção Luiz Felipe Scolari , tendo este treinador se justificado que achava os seus convocados de então, em melhor forma.
Em 2004 Romário, já em fase final de carreira tem atuação regular também no Campeonato Carioca. No segundo semestre de 2004 Romário organiza partidas de despedida ao futebol mundial nos Estados Unidos, país sede da Copa do Mundo de 1994, reunindo jogadores de sua geração como Jorginho, Dunga, Bebeto, Stoichkov e o técnico Carlos Alberto Parreira. Ele termina o ano com mais uma polêmica ao dizer se considerar o melhor jogador brasileiro depois de Pelé.
A volta ao Vasco
No início de 2005 há uma indefinição sobre a continuação de sua carreira profissional. Fontes no início do ano chegam a afirmar que ele encerraria de fato a carreira, mas o jogador logo desconfirma: no dia 23 de janeiro ele faz sua primeira partida do ano, com a camisa do Vasco. Romário novamente surpreende sagra-se um dos artilheiros de seu 15° Campeonato Carioca, com 7 gols, tendo 218 gols na história do campeonato.
Em 27 de abril, na comemoração dos 40 anos da Rede Globo, a emissora carioca organiza o amistoso que marca a despedida de Romário da Seleção. No jogo contra a Guatemala, fica 38 minutos em campo, marcando o segundo gol brasileiro, antes de sair ovacionado pela torcida que lotou o Estádio do Pacaembu e dar uma volta olímpica. O jogo terminou com o Brasil vencendo por 3 a 0.
No dia 4 de dezembro de 2005, após marcar dois gols de pênalti na vitória do Vasco sobre o Paraná Clube por 3 a 1, Romário entra para a história do futebol brasileiro ao conquistar a artilharia do campeonato nacional com 22 gols s vésperas de completar 40 anos. Nesta competição Romário já marcou 152 gols em treze participações até 2005.
Atualidades
Em março de 2006, Romário deixa o Vasco mais uma vez, após ser contratado pelo Miami FC, time filiado a uma liga secundária nos Estados Unidos.
Em outubro de 2006 ele se transfere pro Tupi Football Club de Juiz de Fora, porém, o atacante ficou impedido de atuar por determinação da CBF, já que acertou seu contrato com o clube mineiro após o término do prazo para transferências internacionais; a partir de Novembro do mesmo ano ele defendeu a equipe australiana do Adelaide United.
Em 2007, Romário tenta atuar pelo Vasco, porém, é proibido pela FIFA de jogar pelo time do Rio de Janeiro antes de Junho, pelo fato dele ter disputado competições oficiais por dois clubes difertentes em uma temporada, número máximo permitido pela FIFA. No entanto, no dia 2 de fevereiro, a FIFA decidiu liberar sua participação nos gramados após o aval da CBF.
Cronologia sumária
Um dos maiores artilheiros
Romário é o segundo maior artilheiro do futebol mundial, superado apenas por Pelé. Romário também é o terceiro maior artilheiro com a camisa da Seleção Brasileira, atrás de Pelé e Ronaldo. Porém sua média de gols supera Pelé e Ronaldo. No ano de 2007, jogando novamente pelo Vasco, Romário tenta alcançar a marca de 1000 gols. Existem diferenças entre a contabilidade de Romário e as listas oficiais, devido ao fato da lista do jogador considerar gols em competições não consideradas oficiais, eventualmente computando gols desde os tempos do infantil do Olaria.
Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Romário de Souza Faria.

