Nos
ácidos nucleicos podem identificar-se três
constituintes fundamentais:
Ácido
fosfórico - confere aos ácidos nucleicos
as suas características ácidas. Está
presente no DNA e no RNA.
Pentoses
- ocorrem dois tipo: a desoxirribose e a ribose.
Bases
azotadas - há cinco bases azotadas diferentes,
divididas em dois grupo:
* Bases de anel duplo (purinas)- adenina (A) e guanina
(G);
* Bases de anel simples (pirimidinas)- timina (T), citosina
(C) e uracilo (U).
História
Em
1869, Friederich Miescher, trabalhando em Tügingen,
sul da Alemanha, iniciou experiências que aparentemente
eram de pouca importância. Seu trabalho consistia
no exame de células do pus humano. O pesquisador
retirava o material para estudo a partir de curativos
utilizados em secreções purulentas.
Durante
suas observações, verificou que todas as
células vivas, inclusive as de pus, continham um
glóbulo central mais escuro que o restante, denominado
núcleo celular. Já se sabia que nas células
do pus o núcleo representava uma grande parte do
organismo celular. Miecher acabou por concluir que daquele
material poderia obter, quase que na sua totalidade um
grande número de núcleos celulares isolados.
O
processo utilizado pelo pesquisador era fazer o produto
retirado das células ser assimilado por uma enzima
digestiva chamada de pepsina. Em seguida, através
de centrifugações e outros processos de
separação e filtragem observou o aparecimento
de uma substância química até então
desconhecida e rica em fósforo. Inicialmente esta
substância foi chamada de nucleína. Ao submete-la
à verificação do PH, descobriu que
esta substância era bastante ácida. Em função
desta descoberta, Miecher mudou o nome do produto para
“Acido Nucléico”.
Esquecimento
A
descoberta na época passou praticamente despercebida
ficando no esquecimento. Somente oitenta anos depois o
ácido nucléico acabou por ter sua importância
revelada pela ciência sendo conhecido como a “chave
da vida”.