Acredita-se
que as mitocôndrias do espermatozóide dos
mamíferos são geralmente destruídas
pelo óvulo após a fertilização.
Em 1999 foi sugerido que as mitocôndrias do espermatozóide
(contendo DNA mitocondrial) são marcadas com ubiquitina
(proteína marcadora que se liga covalentemente
a lisinas de outras proteínas, marcando-as para
destruição proteolítica intracelular
no proteossomo) para serem selecionadas e depois destruídas
dentro do embrião (Sutovsky et. al. 1999). Ocasionalmente
este processo não é bem sucedido, como por
exemplo nos híbridos inter-espécies.
O
DNA Mitocondrial tem sido estudado com o intuito de investigar
linhagens muito antigas. SvantePääbo publicou
estudos que rastreavam a ancestralidade de cães
domésticos em 4 gerações. O conceito
da Eva mitocondrial é baseado no mesmo tipo de
análise.
A
existência de DNA mitocondrial também apoia
a hipótese endossimbiótica, a qual sugere
que as células eucarióticas apareceram pela
primeira vez quando uma célula procariótica
foi englobada por outra célula sem ser digerida.
Acredita-se que estas duas células teriam começado
uma relação simbiótica, formando
o primeiro organismo. A existência de DNA mitocondrial
sugere que, a uma dada altura, as mitocôndrias eram
entidades separadas das suas atuais células-hospedeiras.