A
doença é autossômica recessiva e afeta
aproximadamente um em cada dez mil indivíduos da
população caucasiana. As pessoas com PKU
possuem uma mutação no gene da PAH que muda
a estrutura da enzima. A mutação pode acontecer
em qualquer um das milhares de bases de DNA dentro do
gene. Mutações diferentes têm efeitos
desiguais na enzima. Algumas mutações fazem
com que a enzima não mais reconheça a fenilalanina.
Outras mutações não impedem, mas
lentificam a ação da enzima. Existem também
mutações que tornam a enzima instável,
com o catabolismo (velocidade de degradação)
acelerado. Esta doença pode ser detectada logo
após o nascimento através de triagem neonatal
(conhecida popularmente por teste do pezinho).
São
sintomas da doença não tratada: oligofrenia,
atraso do desenvolvimento psicomotor (andar ou falar),
convulsões, hiperatividade, tremor e microcefalia.
Identificam-se as alterações com cerca de
um ano de vida. Praticamente todos os pacientes não
tratados apresentam um QI inferior a 50.
O
tratamento consiste em uma dieta pobre em fenilalanina
(300 a 500 mg/dia em uma criança de 10 anos). A
expectativa de vida sem tratamento é baixa, em
torno de 30 anos.