Todavia,
por os fenótipos serem muito mais fáceis
de observar do que os genótipos (não é
preciso química nem sequenciação
para determinar a cor dos olhos de uma pessoa), a genética
clássica usa fenótipos para deduzir as funções
dos genes. Depois, testes de reprodução
podem confirmar estas interacções. Desta
forma, os primeiros genetistas conseguiram traçar
padrões de hereditariedade sem qualquer tipo de
conhecimento de biologia molecular.
A
interacção entre o genótipo e o fenótipo
é frequentemente descrita usando uma equação
simples:
genótipo + meio ? fenótipo
Um
fenótipo é qualquer característica
detectável de um organismo (i.e. estrutural, bioquímica,
fisiológica e comportamental) determinada pela
interacção entre o seu genótipo e
o meio.
O
conceito de fenótipo foi tornado mais vasto por
Richard Dawkins, ao incluir efeitos sobre outros organismos
ou sobre o meio em The Extended Phenotype.