Um
homeobox mede cerca de 180 pares de bases; ele codifica
um domínio de proteínas (o "homeodomínio")
que pode ligar o ADN. Genes homeobox codificam fatores
de transcrição que tipicamente ativam outros
genes numa reação em cadeia, por exemplo,
todos os necessário para desenvolver uma perna.
O homeodomínio liga o ADN numa maneira específica.
De qualquer modo, a especifidade de um único homeodomínio
protéico não é geralmente suficiente
para reconhecer apenas seus genes desejados como alvo.
A maior parte do tempo, as proteínas do homeodomínio
agem na região promotora dos genes alvos como complexos
com outros fatores de transcrição, muitas
vezes outras proteínas de homeodomínio.
Tais complexos tem uma especifidade de alvo muito maior
que uma única proteína de homeodomínio.
Um
certo subgrupo de genes homeobox são os genes Hox,
que são encontrados em um complexo especial de
genes, o complexo Hox (também chamado de "cluster"
Hox). Genes Hox funcionam criando o padrão do eixo
corporal. Dessa forma, ao fornecer a identidade de certas
regiões do corpo, os genes Hox determinam onde
as pernas e outros segmentos do corpo crescerão
e se desenvolverão em um feto o em uma larva.
Mutações
em qualquer um desses genes pode levar ao crescimento
de partes do corpo adicionais, geralmente não funcionais
em invertebrados, por exemplo, o complexo aristapaedia
nas moscas Drosophila, que reslta em uma perna crescendo
da cabeça no lugar de uma antena deve-se ao defeito
em um único gene (essa mutação é
também conhecida como Antennapedia). Mutação
nos genes Hox de vertebrados geralmente resulta em aborto
espontâneo.
Os
genes homeobox foram encontrados pela primeira vez na
mosca da fruta Drosophila melanogaster e subseqüentemente
tem sido identificado em várias outras espécies,
desde insetos até répteis e mamíferos.
Genes homeobox têm sido encontrados em plantas e
fungos, por exemplo em leveduras unicelulares. Isso sugere
que essa família de genes evoluiu bem cedo e que
os mecanismos básicos de morfogênese são
os mesmos para muitos organismos.
Mutações
nos genes homeobox podem produzir mudanças fenotípicas
facilmente visíveis, pois podem estar ligados a
regulação de hormônio do crescimento.
Dois exemplos de mutações em homeobox nas
já mencionadas moscas das frutas são pernas
onde deveriam ter antenas, e um segundo par de asas. Duplicações
de genes homeobox podem produzir novos segmentos corporais,
e essas duplicações provavelmente foram
importantes na evolução de animais segmentados.
Em
uma analogia despretenciosa com computação,
pode-se pensar em um gene homeobox como uma chamada para
uma sub-rotina. Isso ativa a produção de
todo um subsistema, cujo código para ele precisa
já estar presente em algum outro lugar no ADN.