Histórico
do Projeto
As
primeiras propostas de mapeamento do genoma humano surgiram
em 1985, quando um grupo de cientista pretendiam detectar
mutações em seres humanos. Com isso foi
criado o Projeto Genoma Humano.
Para
fazer a pesquisa foi utilizado o DNA de pessoas anônimas,
por não importar a origem do DNA, pois todas as
pessoas possuem o mesmo conjunto de genes, com variações
mínimas entre eles.
No
dia 26 de junho de 2000 foi anunciado que 100% do genoma
humano estava seqüenciado. Logo após a empresa
Celera fez o pedido da patente dos 6500 genes que mapeou,
mesmo tendo usado informações do Projeto
Genoma Humano. Esse pedido de patente gerou problemas
de ordem ética, pois isso poderia inviabilizar
a produção de medicamentos baseados nesse
conhecimento.
Até
agora foram descobertos o genoma de mais de 3 dezenas
de espécies, mostrando as semelhanças moleculares
resultantes da evolução.
Possibilidades
Esse
projeto poderá propiciar a cura para diversos males.
Já existem patentes sobre os genes descobertos
para muitas doenças. Por exemplo:
* Mal de Alzheimer — patente no 5.508.167, da Duke
University, cedida à Glaxo.
* Hipertensão — patente no 5.589.584, da
Fundação de Pesquisa da Utah University,
cedida à Myriad Genetics.
* Obesidade — patente no 5.646.040, Millenium Pharmaceuticals,
cedida à Hoffman-La Roch.e
* Artrite reumática — patente no 5.556.767,
Human Genome Sciences.
* Suscetibilidade ao câncer de mama e ovário
— patente no 5.693.473, Myriad Genetics.
* Osteoporose — patente no 5.501.969, Human Genome
Sciences.
* Câncer do cólon — patente no 5.648.212,
John Hopkins University, Fundação Japonesa
para a Pesquisa do Câncer e Zeneca.
* Doenças Cardiovasculares — patente pendente,
Myriad Genetics e Novartis.
* Mal de Parkinson — patente pendente, National
Institutes of Health.
* Calvície — patente pendente, Columbia University.
Países
participantes
Dezessete
países estão envolvidos nesse grande projeto:
Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China,
Coréia do Sul, Dinamarca, EUA, França, Holanda,
Israel, Itália, Japão, México, Reino
Unido, Rússia, Suécia.
O
Brasil tem participado ativamente das pesquisas, através
de suas grandes universidades, principalmente USP e UNICAMP,
que realizaram o mapeamento do genoma da bactéria
Xylella, causadora de uma doença chamada amarelinho,
que atinge algumas culturas vegetais.