|
|
 |
|
| |
|
Home
>>> Geografia >>> Geografia |
|
|
A
Geografia é uma ciência
que tem por objeto o espaço; não o espaço
cartesiano, mas o espaço criado através
das relações entre o homem e o meio, envolvendo
os aspectos dialéticos e fenomenológicos.
Há
muitas interpretações do que seria o objeto
geográfico. Tanto as que consideram o espaço
como um "teatro" da ação humana
quanto os que o consideram como um produto da interacção
homem - natureza. Se há um consenso na Geografia
é que não existe consenso quanto à
definição de seu objeto.
Há
tantas visões quantos forem os geógrafos,
algumas com maior orientação para a Geografia
Física, outras para Geografia Humana. Cada uma
dessas orientações é uma visão
do mundo, e cada Geografia particular privilegia este
ou aquele aspecto. Evidentemente, há temas mais
ou menos abrangentes, passíveis de ser interpretados
pelas mais variadas ópticas.
Uma
definição simples, mas abrangente, poderia
ser: Geografia é o estudo da superficie terrestre
e a distribução espacial e as relações
recíprocas dos fenômenos físicos,
biológicos e sociais que nela se manifestan.
|
| |
Os
Gregos foram a primeira cultura conhecida a explorar activamente
a Geografia como ciência e filosofia, sendos os maiores
contribuintes Tales de Mileto, Heródoto, Eratóstenes,
Hiparco, Aristóteles, Estrabão e Ptolomeu.
A cartografia feita pelos romanos, à medida que exploravam
novas terras, incluía novas técnicas. O périplo
era uma delas, uma descrição dos portos e
escalas que um marinheiro experimentado poderia encontrar
ao longo da costa; dois exemplos que sobreviveram até
hoje são o périplo do cartaginês Hanão
o Navegador e um périplo do mar eritreu, que descreve
as costas do Mar Vermelho e do Golfo Pérsico...
Durante
a Idade Média, Árabes como Edrisi, Ibn Battuta
e Ibn Khaldun aprofundaram e mantiveram os antigos conhecimentos
gregos. As viagens de Marco Polo espalharam pela Europa
o interesse pela Geografia. Durante a Renascença
e ao longo dos séculos XVI e XVII, as grandes viagens
de exploração reavivaram o desejo de bases
teóricas mais sólidas e de informação
mais detalhada. A Geographia Generalis de Bernardo Varenius
e o mapa-mundo de Gerard Mercator são exemplos
importantes.
Durante
o século XVIII, a Geografia foi sendo discretamente
reconhecida como disciplina e tornou-se parte dos currículos
universitários. Ao longo dos últimos dois
séculos a quantidade de conhecimento e o número
de instrumentos aumentou enormemente. Há fortes
laços entre a Geografia, a Geologia e a Botânica.
No
Ocidente, durante o século XX, a disciplina geográfica
passou por quatro fases importantes: determinismo geográfico,
geografia regional, revolução quantitativa
e geografia radical.
O
determinismo geográfico defendia que que as características
dos povos se devem à influência do meio natural.
Deterministas proeminentes foram Carl Ritter, Ellen Churchill
Semple e Ellsworth Huntington. Hipóteses populares
como "o calor torna os habitantes dos trópicos
preguiçosos" e "mudanças freqüentes
na pressão barométrica tornam os habitantes
das latitudes médias mais inteligentes" eram
assim defendidas e fundamentadas. Os geógrafos
deterministas tentaram estudar cientificamente a importância
de tais influências. Nos anos trinta, esta escola
de pensamento foi largamente repudiada por lhe faltarem
bases sustentáveis e por ser propensa (frequentemente
intolerante) a generalizações. O determinismo
geográfico constitui um embaraço para muitos
geógrafos contemporâneos e leva ao cepticismo
sobre aqueles que defendem a influência do meio
na cultura (como as teorias de Jared Diamond). Porém
o determinismo foi uma teoria reducionista do pensamento
do alemão Ratzel, que dizia que o meio influencia,
mas não que determinava o homem. E muito provavelmente
esta teoria tenha sido criada por políticos e militares
de uma classe hegemônica-dominante-européia
para justificar a exploração em suas colônias.
Tanto que para os geógrafos mais esclarecidos,
o possibilismo de Vidal de La Blache (teoria que vem a
dizer que o homem tem a possibilidade de intervir no meio),
seria na verdade um complementação, uma
continuação da teoria de Ratzel e não
uma oposição, como a maioria enxerga e ensina,
de forma simplista.
A
Geografia Regional representou a reafirmação
de que os aspectos próprios da Geografia eram o
espaço e os lugares. Os geógrafos regionais
dedicaram-se à recolha de informação
descritiva sobre lugares, bem como aos métodos
mais adequados para dividir a Terra em regiões.
As bases filosóficas foram desenvolvidas por Vidal
de La Blache e Richard Hartshorne. Vale à pena
lembrar que enquanto Vidal vê a região como
uma determinada paisagem, onde os gêneros de vida
determinam a condição e a homogeneidade
de uma região, Hartshorne nem se utiliziva do termo
região, para ele os espaços esram dividos
em classes de área, nas quais os elementos mais
homogeneos determinariam cada classe de área, e
assim as descontinuidades destes trariam as divisões
das áreas. E este ficou conhecido como método
regional.
A
revolução quantitativa foi a tentativa de
a Geografia se redefinir como ciência, no renascer
do interesse pela ciência que se seguiu ao lançamento
do Sputnik. Os revolucionários quantitativos, frequentemente
referidos como "cadetes espaciais", declaravam
que o propósito da Geografia era o de testar as
leis gerais do arranjo espacial dos fenómenos.
Adotaram a filosofia do positivismo das ciências
naturais e viraram-se para a Matemática - especialmente
a estatística - como um modo de provar hipóteses.
A revolução quantitativa fez o trabalho
de campo para o desenvolvimento dos sistemas de informação
geográfica. Neste caso, é bom lembrar que
a geografia em seu inicio com Humboldt, Ratzel, Ritter,
La Blache, Hartshorne e outros já se utilizava
de métodos positivistas, e a mudança de
paradgma que ocorreu com a matematização
do espaço foi a da inclusão da informática
para a quantificação dos dados, pelo método
neopositivista, por volta dos anos 50, no Brasil.
Apesar
de as perpectivas positivista e pós-positivista
permanecerem importantes em Geografia, a Geografia Radical
surgiu como uma crítica ao positivismo.O primeiro
sinal do surgimento da Geografia Radical foi a Geografia
Humanista. A partir do Existencialismo e da Fenomenologia,
os geógrafos humanistas (como Yi-Fu Tuan)debruçaram-se
sobre o sentimento de, e da relação com,
lugares. Mais influente foi a Geografia Marxista, que
aplicou as teorias sociais de Karl Marx e dos seus seguidores
aos fenómenos geográficos. David Harvey
e Richard Peet são bem conhecidos geógrafos
marxistas. A Geografia feminista é, como o nome
sugere, o uso de ideias do feminismo em contexto geográfico.
A mais recente estirpe da Geografia Radical é a
geografia pós-modernista, que emprega as ideias
do pós-modernismo e teorias pós-estruturalistas
para explorar a construção social de relações
espaciais.
Em
se tratando de Brasil, não podemos deixar de observar
a grande importância e influência do Geógrafo
mais reconhecido do país seguido de Aziz Ab´Saber
e seu pioneirismo, não por profissão, mas
por méritos, Milton Santos. Com várias publicações,
Milton Santos, tornou-se o pai da Geografia Crítica
que faz análises e fenomenológicas dos fatos
e incidências de casos. Isso é importante,
visto que a Geografia é uma ciência global
e abrangente, e somente o olhar geográfico aguçado,
consegue identificar determinados processos, sejam naturais
ou sócio-espaciais. Vale ressaltar também
os importantes estudos do professor Jurandyr Ross que
se dedicou a mapear, de forma bastante detalhada, o relevo
brasileiro além das inúmeras publicações
do professor doutor José William Vesentini que
se tornaram referência no estudo da geografia no
Brasil. Não podendo esquecer de geógrafos
como Manuel Correa de Andrade, Roberto Lobato Côrrea,
Ruy Moreira, Armando Correa da Silva, Antonio Cristofoletti,
Ariovalvdo Umbelino de Oliveira, entre outros de outras
épocas que não foram tão reconhecidos
como os Uspianos...
|
| |
As
inter-relações espaciais são chaves
para esta ciência sinótica, e ela utiliza mapas
como ferramentas-chave. A cartografia clássica se
juntou com a abordagem mais moderna de análise geográfica,
baseada em sistemas de informações geográficas
computadorizadas (GIS).
Os
geógrafos usam quatro métodos interrelacionados:
•
Sistemáticos - Grupos conhecimento geográfico
dentro de categorias que podem ser exploradas globalmente.
•
Regionais - Examina relações sistemáticas
entre categorias para uma região específica
ou local do planeta.
•
Descritivos - Simples especificações de características
de locais e populações.
•
Analíticos - Pergunta porque nós encontramos
essas características e populações
numa área geográfica específica.
A
cartografia estuda a representação da superfície
de Terra com símbolos abstractos. Pode-se, sem muita
controvérsia, a cartografia é a semente da
qual nasce, um campo Maio, a Geografia. Muitos geógrafos
sentem um fascínio de infância com mapas um
sinal prematuro daquilo que irão encontrar no terreno.
Ainda que outras subcategorias da geografia confie nos mapas
para nos mostrar a sua análise, o actual fabrico
de mapas é suficientemente abstracto para ser visto
separadamente.
A
cartografia cresceu duma colecção de projectos
e técnicas até à ciência actual.
Os cartógrafos devem aprender psicologia cognitiva
e ergonómica para compreender quais os símbolos
conduzem a uma informação sobre a Terra mais
eficaz, e [psicologia do comportamento] induzir os leitores
dos seus mapas a actuar de acordo com a informação.
Eles devem aprender correctamente geodesia e matemáticas
avançadas para perceber como a forma da Terra distorce
um mapa que está projectado numa superfície
plana.
Os
Sistemas de Informação Geográfica (SIG)
processam a informação sobre a Terra num computador,
de um modo preciso e apropriado ao propósito de informar.
Por esse facto, em todas as subcategorias da geografia,
os especialistas de SIG devem dominar o computador e sistemas
de base de dados. O SIG revolucionou o campo de cartografia
de tal forma que para se fazer um mapa hoje em dia recorre-se
sempre a algum de software de SIG.
Métodos
quantitativos Geográficos agem com métodos
numéricos peculiares para (ou pelo menos é
muito comum) a geografia. Por consequência à
análise do espaço, provavelmente encontrará
coisas como a análise de rácios, análise
discriminatória, e não – paramétrica
e testes estatísticos nos estudos geográficos. |
 |
|
 |
|
| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
|
| |
|
|
 |
|