Alcibíades
descendia de família ilustre. Tendo ficado órfão,
foi educado por Péricles, de quem era sobrinho.
Em vista disso, cresceu entre os dirigentes da democracia
ateniense. Também era amigo e entusiata do filósofo
Sócrates que lhe salvou a vida na campanha de Potidéia
(em 432 a.C. e a quem salvou em Delion. Como decorrência
desa amizade, Alcibíades aparece em dois diálogos
de Platão: um que leva seu próprio nome
e n'O Banquete. Também é citado por Aristófanes
na peça As rãs.
A
fama conquistada nas batalhas permitiu que em 420 a. C.
Alcibíades fosse escolhido estratego. Em 414 a.C.,
comandou uma malfadada expedição contra
Siracusa, na Sicília. Ao mesmo tempo, Alcibíades
viu-se implicado (junto com Andócides), na profanação
de estátuas do deus Hermes e dos mistérios
de Elêusis. Acusado de sacrilégio e destituído
em alto-mar, desertou e refugiou-se em Esparta, cujos
costumes severos chegou a adotar por algum tempo.
Em
411 a.C., foi eleito comandante da esquadra ateniense
em Samos e conquistou duas importantes vitórias
sobre Esparta e que recolocou o domínio do Mar
Egeu nas mãos de Atenas. Em 407 a.C., era recebido
de volta na terra natal com o apoio do Partido Democrático.
Pouco depois, foi responsabilizado pela derrota de seu
preposto Antíoco em Notium e retirou-se para Queronéia.
Nesse período, tentou evitar o desastre naval de
Egospótamos, mas seu conselho não foi ouvido.
Em 406 a.C. foi para a Trácia e depois para a Pérsia,
onde inicialmente contou com o apoio do sátrapa
local, Fernabazes. Este, contudo, instigado pelos espartanos,
mandou assassinos ao encalço de Alcibíades,
que acabou sendo morto em sua casa.
Tanto
Plutarco quanto Cornélio Nepos escreveram biografias
sobre a vida de Alcibíades, mas Tucídides
é a melhor autoridade em tudo o que lhe diz respeito.