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ESPARTA
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Esparta era uma das cidades-estado da Grécia Antiga. situada nas beiras do rio Eurotas na parte sudeste do Peloponeso, conquistou a vizinha Messénia cerca do ano 700 a.C. e, duzentos anos mais tarde, iria coligar-se com os seus outros vizinhos, formando a Liga do Peloponeso. Na Guerra do Peloponeso, no século V a.C., Esparta derrotou Atenas e passou virtualmente a governar toda a Grécia, mas em 371 a.C. os outros estados revoltaram-se e Esparta foi derrubada, apesar de manter-se poderosa ainda durante mais duzentos anos. Enquanto Atenas era a capital política, Esparta era a capital militar.

Em Esparta os homens eram na sua maioria soldados e normalmente e foram responsáveis por um avanço das técnicas militares, melhorando e desenvolvendo um treino, organização e disciplina intensivos e nunca vistos até então.

Relativamente ao poder, Atenas era a principal rival de Esparta e foi ela que liderou as cidades-estado gregas na luta contra os invasores. persas, em 480 a.C..

A Constituição de Esparta, segundo a tradição, foi escrita por um legislador chamado Licurgo, personagem de existência duvidosa que teria vivido no século IX a.C..

A educação em Esparta


A educação espartana, que recebia o nome técnico de agogê, apresentava as particularidades de estar concentrada nas mãos do Estado e de ser obrigatória. Estava orientada para a intervenção na guerra, sendo particularmente valorizada a preparação física que visava fazer dos jovens bons soldados e incutir um sentimento patriótico.

Desde o nascimento e até à morte, o espartano pertencia ao estado. Os recém-nascidos eram examinados por um conselho de anciãos que ordenava eliminar os que fossem portadores de deficiência ou não fossem suficientemente robustos.

A educação compreendia três ciclos, distribuídos por treze anos:

1. Dos sete aos onze anos;
2. Dos doze aos quinze anos;
3. Dos dezesseis aos vinte anos (a efebia).

Os jovens viviam em pequenos grupos, levando vidas muito austeras. Eram encorajados a roubar, mas não deveriam ser apanhados a cometer esse acto, caso contrário poderiam ser castigados com chicotadas. Realizavam exercícios de treino com armas e aprendiam a táctica de formação.

Depois de concluído o período de formação educativa, os cidadãos de Esparta entre os vinte e os sessenta anos estavam obrigados a participar na guerra. Continuavam a viver em grupos e deviam tomar uma refeição diária nos chamados syssitia.

A educação espartana era supervisionada por um magistrado especial, o paidónomo.

As moças espartanas também recebiam uma educação, cuja finalidade era fazer delas mães saudáveis de futuros cidadãos robustos. Consistia na prática do exercício físico ao ar livre, com a música e a dança relegadas para um segundo plano (ao contrário do que tinha sucedido na Época Arcaica).

Sociedade

A sociedade espartana era fortemente estratificada, sem qualquer possibilidade de mobilidade entre os três grupos existentes: os Espartanos, os Periecos e os Hilotas.

Espartanos

Pertenciam a este grupo todos os que fossem filhos de pai e mãe espartanos, sendo os únicos que possuíam direitos políticos, constituindo o corpo dos cidadãos (homoioi, "pares"). Para além disso, para se pertençer a este grupo era obrigatório ter recebido a educação espartana e estar inscrito num syssition, onde tomavam a refeição em comum.

Segundo Políbio e Plutarco todos os cidadãos de Esparta receberam uma parte igual das terras públicas. A terra teria sido dividida em parcelas, os klêroi, no mesmo número dos cidadãos existentes. Estas parcelas de terras eram inalienáveis e indivisíveis, passando de pais para filhos. As mulheres podiam herdar o klêros, mas só no caso de não ter existido descendência masculina e com o objectivo de o transmitirem.

Periecos

Eram os habitantes das cidades da periferia que estavam integradas no estado espartano. Apesar de serem livres, não tinham direitos políticos e dependiam dos Espartanos em matéria de política externa. Estavam obrigados à participação na guerra, combatendo ao lado dos Espartanos, embora em contingentes particulares. Ao contrário dos Espartanos, podiam dedicar-se ao comércio e à indústria.

Hilotas

Eram os servos, que pertencendo ao estado espartano, trabalhavam os klêroi, entregando metade das colheitas ao Espartano. Levavam uma vida muito dura, sujeita a humilhações constantes. Foram protagonistas de várias revoltas contra o estado espartano.

Instituições políticas

A Assembleia

A Assembleia de Esparta era composta por todos os Espartanos e recebia o nome de Apella. Reunia uma vez por mês ao ar livre, em local que a arqueologia moderna ainda não conseguiu identificar.

Decidia sobre questões ligadas à política externa, elegia os magistrados e designava os gerontes. Porém, na prática, tinha pouca influência na vida política da pólis. Segundo as informações legadas por Plutarco, não podia discutir as propostas que lhe eram apresentadas, mas apenas aprová-las ou rejeitá-las na totalidade.

A Gerusia

A Gerusia preparava as propostas que seriam apresentadas à Assembleia, funcionando também como tribunal supremo.

Era constituída por trinta elementos (vinte e oito gerontes eleitos vitaliciamente, de entre os Espartanos com mais de sessenta anos, e os dois reis) eleitos através de um procedimento que Aristóteles classifica de pueril na sua obra Política: os candidatos passavam diante da Assembleia, sendo eleito o que recebesse maior número de aplausos, avaliados por um júri encerrado num compartimento próximo.

Os Reis

Os reis eram dois, oriundos das duas famílias reais que se afirmavam descendentes de Héracles, segundo a tradição, dos gêmeos Eurístenes e Procles, cujos filhos, Ágis e Eurípone, teriam dado nome às dinastias reinantes: ágidas e euripôntidas. Detinham poderes consideráveis no domínio militar e religioso. Eram membros da Gerusia e gozavam de certos privilégios, como o direito a uma guarda pessoal, direito a refeição dupla no syssition e a terem uma parte superior aos outros no despojo de guerra.

Os Éforos

Os Éforos - em número de cinco - formavam um colégio que era eleito anualmente por altura do Outono. Detinham amplos poderes: presidiam à Assembleia, davam a ordem de mobilização em caso de guerra, controlavam a administração e a educação.

Possuíam também poderes judiciais, podendo banir os estrangeiros e condenar os periecos à morte, sem necessidade de julgamento.

Não era exigida nenhuma condição de censo ou de nascimento para se ser eleito éforo, pelo que o eforato representava o elemento de igualitarismo nas instituições políticas espartanas. A curta duração do seu mandato impedia eventuais abusos de poder.

O CASTELO ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. Mais um grande sucesso em animação da parceria Disney/Pixar.
 
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