Sua
vida como orador e político foi dedicada à
defesa de Atenas que se via ameaçada por Filipe
II da Macedônia. Contra o líder macedônio
Demóstenes escreveu inúmeros discursos que
ficaram conhecidos como Filípicas. O objetivo era
conclamar os cidadãos atenienses e arregimentar
forças contra a Macedônia antes que fosse
tarde demais. Em 338 a.C., Demóstenes participou
da batalha de Queronéia — na qual Atenas
foi derrotada pela Macedônia e marcou o início
do domínio de Filipe e depois de Alexandre, o Grande,
sobre a Grécia.
Após
335 a.C., Demóstenes vê decair tanto sua
reputação quanto influência. Chegou
mesmo a ser condenado por ter se deixado comprar por um
ministro de Alexandre e facilitar sua fuga de Atenas.
Foi preso mas conseguiu fugir, exilando-se de Atenas por
longo período.
Após
a morte de Alexandre, em 323 a.C., Demóstenes é
chamado de volta e retoma suas atividades. Alia-se, então,
à revolta contra Antípater. Tendo falhado
tal revolta, Antípater exige a entrega dos chefes
revoltosos. Demóstenes foge para o templo de Poseidon
na ilha grega de Calauria. Quando percebe que está
cercado pelos soldados de Antípater, Demóstenes
suicida-se com veneno.