Arconte
de origem aristocrática, Drácon recebeu
em 621 a.C. poderes extraordinários para por fim
ao confito social provocado pelo golpe de estado de Cilón
e o exílio de Megacles. Dracón redigiu então
um rígido código de leis baseado nas normas
tradicionais arbitradas pelos juizes. As leis draconianas
foram o primeiro código ateniense a ser escrito.
Leis
Draconianas
As
leis draconianas têm um importante papel na história
do Direito, por serem o primeiro código de leis
escrito. Seus datalhes perderam-se no tempo, mas aparentemente
estas leis eram sempre favoráveis aos eupátridas
e cobriam penas extremamente severas aos infratores.
Afirmava,
essencialmente, a supremacia dos poderes públicos.
Consagrava o direito de jurisdição do pai
sobre o filho mas suprimiu a vingança particular.
Para os crimes graves, aqueles submetidos ao Areópago,
as penas eram a morte ou o exílio. O código
escrito por Drácon, contudo, não era uma
constituição pois não contemplava
os problemas econômicos e sociais. Estes, somente
seriam resolvidos por Sólon de Atenas.
Tanto
o furto como o assassinato recebiam a mesma punição:
a morte. Por este motivo atualmente o adjetivo draconiano
se refere a alguém excessivamente severo e rígido.
Um político de 4 a.c gracejou que Drácon
não escreveu suas leis com tinta, mas com sangue.