| Fídias
(em grego antigo Fe?d?a? / Pheidias) foi um escultor ateniense
(Atenas, c. 490 a.C. - Olímpia, 430 a.C.) que se
formou, como seu predecessor Míron, na escola dos
mestres de Argos.
O
início de sua carreira é obscuro: é
possível que tenha colaborado na sala de iniciação
de Elêusis. Também lhe é atribuído
um Apolo e um monumento representando Miltíade heroificado
e rodeado por deuses, que foi colocado na entrada no santuário
de Delfos. Após ter esculpido Atenas armada (cerca
de 453/53 a.C.), foi encarregado por Péricles de
ser o supervisor do programa de embelezamento de Atenas
e exerceu grande influência sobre os projetos artísticos
do chamado século de Péricles.
Nenhuma
de suas obras se conservou. No entano, as esculturas do
Partenon, que por ele foram concebidas (e provavelmente
executadas sob sua supervisão) atestam seu gênio.
Sua contribuição própria e mais famosa
relaciona-se também com o Partenon: trata-se da célebre
Athena Parthenos, de ouro e marfim e com mais de 12 metros
de altura. Antes dessa obra, Fídias já havia
conquistado fama com outra estátua, a Athena Promachos,
que estava localizada na Acrópole, em 456 a.C.
Consta
que após o término da Athena Parthenos, foi
exilado por ter se apossado de parte do ouro destinado para
a confecção da obra. Depois, foi perseguido
por sacrilégio, pois havia colocado seu retrato ao
lado do de Péricles no escudo de Atena. Seja como
for, em 430 a.C., Fídias estava em Élis, trabalhando
na obra Zeus Olympeios. Foi preso e foi na prisão
que acabou por falecer.
Outros
trabalhos famosos de Fídias foram a Amazona, para
o Templo de Ártemis, em Éfeso e a Athena Lemnia.
É considerado o maior escultor da antigüidade. |