A
tradição o apresenta como aluno de Protágoras
de Abdera, de Pródico de Ceos e, sobretudo, como
aluno de Górgias de Leontini. Parece que também
ouviu Sócrates. A Guerra do Peloponeso liquidou
com suas posses e Isócrates começou a ganhar
a vida como logógrafo. Devido esta atividade, abriu
em Atenas, mais ou menos na mesma época em que
Platão abria sua Academia, uma escola de eloqüência
que se tornou famosa.
Como
orador e retórico, preocupou-se sobretudo com a
forma, dando à prosa ática uma docilidade
e harmonia ainda não atingidas. Cerca de vinte
e um de seus discursos sobreviveram, entre eles: Contra
os sofistas, de 390 a.C., Panegírico, de 380 a.C.,
Plataico, cerca de 373 a.C., Sobre a paz, de 355 a.C.
e Filipe, de 346 a.C..
Combateu
a filosofia platônica, que julgava inapta para a
formação ética e política
do homem grego.
No
âmbito político, Isócrates foi adversário
de Demóstenes, lutando pela união do mundo
helênico sob a monarquia de Filipe da Macedônia,
contra os persas.