Ocupou
o trono entre 491 a.C. e 480 a.C., como sucessor de seu
irmão Cleômenas I, cuja filha se tornou sua
esposa em 488 a.C..
Uma
de suas ações mais importantes se deu por
ocasião da invasão da Grécia pelos
persas, em 481 a.C.. Defendendo o desfiladeiro das Termópilas,
que une a Tessália à Beócia, Leônidas
e uma tropa de apenas 7.000 homens, sendo que apenas 300
eram espartanos, conseguiram repelir os ataques iniciais.
Mas Xerxes, rei da Pérsia, foi auxiliado por um
pastor local (Efialtes) que lhe conduziu por um caminho
que contornava o desfiladeiro e cercou o exército
de Leônidas. Restavam apenas 3.000 espartanos e
voluntários tespienses e tebanos, que decidiram
resistir até a morte. Segundo Pausânias,
Xerxes ameaçou a insignificante defesa grega dizendo:
"Minhas flechas serão tão numerosas
que obscurecerão a luz do Sol". Leónidas
respondeu: "Tanto melhor, combateremos à sombra!"
(Heródoto, que narra o desastre das Termópilas
no seu Livro VII, reporta esta afirmação,
não a Leónidas, mas a um tal Dieneces).
Leônidas sabia da traição de Efialtes.
Manteve os espartanos, que durante três dias mataram
20 mil persas, e dispensou o restante do exercito. Para
aqueles que ficaram, ele disse: "Almocem comigo aqui,
e jantem no inferno". Leônidas sabia que sua
morte era certa, mas resolveu ficar e morrer lutando.
Por dois motivos: O primeiro, e que nenhum espartano volta
fugido para sua cidade. Conforme sua própria filosofia,
ou voltam vitorioso, ou mortos em cima de seus escudos.
E em segundo lugar, se ele fugisse, o restante da Grécia
também fugiria. No final, já cercado por
seus inimigos, o rei Xerxes dá uma ordem a Leônidas:
“Deponham suas armas e se entreguem", Leônidas
responde apenas: “Venham pegá-las".
São as últimas palavras do rei espartano.
Atacados por todos os lados, foram massacrados sem piedade.
A cabeça de Leônidas foi cortada e empalada
e o seu corpo crucificado. Os persas esperam durante dois
meses, o inverno passar, para continuar a guerra. Quando
resolvem voltar, os espartanos restantes formam o corpo
principal do exercito grego. Havia três persas para
cada grego, e no final da guerra os persas são
derrotados e expulsos da Grécia.
Exércitos
Houve
uma grande desproporção entre os exércitos
de Leónidas e de Xerxes. De um lado Xerxes com
300 mil soldados e de outro o combativo Leônidas
com apenas 7.000 e desses, apenas 300 oriundos de Esparta.
Como
os espartanos festejavam a Carnéia - festival em
honra ao deus Apolo, durante o qual não se podia
lutar, enquanto boa parte do resto da Grécia vivia
a Olimpíada, outra festa que por motivos religiosos,
impedia o combate. Celebrações à
parte, Leónidas ficou num duro dilema de conseguir
guerreiros para lutar contra os persas. Mas em contrapartida,
não poderia desrespeitar as confraternizações
- que cessavam momentaneamente os combates. Foi daí,
que o "Leão de Esparta", (também
como era conhecido), conseguiu arrebanhar 300 guerreiros
da sua guarda pessoal. No caminho, Leónidas reuniu
outros 7.000 homens de povos e aldeias amigas para enfrentar
os persas sob o comando de Xerxes.
Curiosidades
As
mulheres de Esparta tinham fama de liberais. Mas nenhuma
era igual à esposa de Leónidas: Gorgó,
dona de uma "língua-quente". Em certa
ocasião, uma mulher perguntou a ela por que as
espartanas eram as únicas gregas que mandavam nos
homens. E ela respondeu: "Ora, porque parimos homens
de verdade", rebateu. O historiador grego Heródoto
afirma que os helênicos souberam do ataque persa
graças à rainha. Damáratos, ex-rei
espartano, fazia um certo jogo duplo, avisou seus conterrâneos
sobre a invasão. Para isso, gravou uma mensagem
numa tabuleta de madeira, cobrindo o texto com cera. Quando
a tábua chegou a Esparta, Gorgó teve a idéia
de raspá-la. Assim o ataque de Xerxes foi descoberto.