Lísias
era filho de um comerciante de armas de Siracusa chamado
Céfalo e aos quinze anos partiu para Túrio,
na Sicília, com o objetivo de estudar retórica.
Em
412 a.C., após a fracassada expedição
ateniense contra Siracusa, Lísias volta a Atenas.
Em seu regresso, encontra a cidade governanda pelos Trinta
Tiranos. Tanto ele quanto sua família eram considerados
estrangeiros e tiveram a fortuna confiscada pelo regime.
Polemarco, seu irmão, foi preso e executado em
404 a.C.. Em vista disso, Lísias se refigiou em
Mégara e somente volta para Atenas com a queda
dos Trinta Tiranos.
Alguns
vêem em Lísias um dos grandes oradores gregos
ao lado de Demóstenes e Ésquines. Lísias,
como contemporâneo de Sócrates, aparece em
dois diálogos de Platão: na Politéia
(República) e no Fedro.
Seus
discursos contra o político Eratóstenes,
que acreditava ser o princípal culpado pela morte
de seu irmão, o tornaram célebre.