Zenão
nasceu em Cítio, na ilha de Chipre.
Transferiu-se para Atenas por volta de 312 ou 311 a.C.,
atraído pela filosofia (ou, segundo outros, após
perder sua fortuna em um naufrágio na costa da
Ática).
Em
Atenas, Zenão foi discípulo de Crates de
Tebas e estudou os antigos filósofos (dentre estes,
Heráclito de Éfeso, que muito o influenciou).
Aos 42 anos, fundou a escola estóica, reunindo
seus alunos sob os pórticos (em grego, "stoa"
) de templos, mercados e ginásios.
Zenão
propôs uma tripartição na filosofia:
lógica, física e ética. A lógica
fornece um critério de verdade. A física
constitui um materialismo monista e panteísta.
A ética regula as ações humanas,
cujo objetivo é a conquista da felicidade e esta
deve ser perseguida segundo a natureza.
A
doutrina filosófica de Zenão de Cítio
afirma que o Homem atinge a plenitude e a felicidade quando
abandona todas as paixões terrenas, contrariedades,
aborrecimentos e desassossegos. Para Zenão a única
forma de viver sem essas contrariedades é viver
em ataraxia ou apatia, ou seja, abandonado ao destino,
impassivamente, nada receando e nada esperando.
Apesar
de compartilhar diversos conceitos básicos da filosofia
de Epicuro de Samos, Zenão e o estoicismo em geral
divergem do epicurismo por entender que a virtude, e não
o prazer, constitui o bem supremo. Além disso,
consideram que o princípio chave do universo é
a lei racional da natureza, e não e o movimento
aleatório dos átomos.