Bárbaros
era como eram conhecidos pelos romanos os povos de origem
germânica que, entre 409 e 711, invadiram a Europa.
Os
bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos)
absorveram rapidamente a cultura e língua romanas
da península; contudo, e como as escolas romanas
foram encerradas, o latim foi libertado para começar
a evoluir sozinho. Porque cada tribo bárbara falava
latim de maneira diferente, a uniformidade da península
rompeu-se, levando à formação de línguas
bem diferentes (Galaico-Português, Espanhol e Catalão).
Acredita-se,
em particular, que os suevos sejam responsáveis pela
diferenciação linguística dos portugueses
e galegos quando comparados com os castelhanos. As línguas
germânicas influenciaram particularmente o português
em palavras ligadas à guerra e violência, tais
como "Guerra".
As
invasões se deram em duas ondas principais. A primeira
com penetração dos bárbaros e a assimilação
cultural Romana. Os bárbaros tiveram uma certa "receptividade"
a ponto de receber pequenas áreas de terra. Com o
passar do tempo, seus costumes, língua, etc. foram
se perdendo, mesmo porque não havia uma renovação
do contingente de pessoas.
Uma
segunda leva foi mais vagarosa, não teve os mesmos
benefícios dos ganhos de terra e teve seu contingente
de pessoas aumentado devido a proximidade das terras ocupadas
com as fronteiras internas do Império Romano.