Filho
do Capitão João Pinheiro Torres e
D. Joaquina Maria de Quadros, nasceu em berço de
ouro e um sobrenome de tradição, Bernadinho
Pinheiro é a 5ªgeração nascida
no Brasil, os Pinheiros descendem de família de navegantes
portugueses que faziam comércio com o Brasil no inicio
de 1696. A primera geração da familia casou
se em 1717 na vila Real de Sabara MG. como diziam os antigos
da família da época, desde menino estudou
fora, seu pai queria que fosse médico e iniciou seu
estudos na primeira faculdade de medicina do Brasil em Salvador,
sem vocação ele acabou desistindo, optou por
advocacia, estudou no tradicional e rígido Colégio
Caraça, na região de Ouro Preto localizado
a 1300 m de altitude, em região montanhosas de Minas
Gerais, 1877 nessa época os alunos estudavam em regime
de internato, em seguida vai estudar no Colégio Liceu
Mineiro de Ouro Preto, e lá completou o curso preparatório.
Outro
amigo que estudou no colégio Caraça na mesma
época, foi Francisco Coelho Duarte Badaró,
natural de Pitanga e discutiam abertamente como bons oradores
suas idéias republicanas, com anseios de mudança
de regime, em seguida partem para São Paulo, Bernardino
Pinheiro Torres e Francisco Coelho Duarte Badaró,
estudaram na Faculdade de Ciências Jurídicas
Sociais (Advocacia) do Largo São Francisco USP.
Mais
tarde Dr. Francisco Coelho Duarte Badaró casa com
a sobrinha de Bernardino, Luiza Pinheiro Nogueiras, sendo
esta família uma das mais tradicionais da região
de Minas Novas, pelo muito que fizeram pela região,
e ocupando os mais altos cargos políticos deste pais,
trazendo orgulho para família Pinheiro Torres, e
por fazer parte da mesma. Bernardino Pinheiro Torres, desde
a mocidade era anarquista republicano, grande admirador
de Rui Barbosa, estudaram na mesma escola, no largo São
Francisco USP, estiveram juntos em acontecimentos importantes
da nossa histária, em 1929 Bernardino Pinheiro manda
celebrar missa na cidade de Itajobi em sufrágio da
alma do eminente amigo e brasileiro, conselheiro Rui Barbosa
no 7º dia de seu falecimento, fazia parte do Grêmio
Republicano, fundado em Minas Novas MG, pelo professor Firmo
de Paula Freire e Paulo Candido de Souza.
Nessa
época, em 1880, sua terra natal alia-se ao grupo
republicano, Major Juscelino Aarão Ferreira dos Santos
José Lourenço Lopes, Horacio Antunes de Oliveira,
Firmo de Paula, Demósthene e Francisco Badaró
e começam a combater o monarquismo na sua terra natal
contra a vontade do pai que era monarquista ferrenho, no
desfecho final ocorre a Proclamação da Republica
por Marechal Deodoro da Fonseca,
Bernardino
informado do fato histórico, saiu da região
de Itajuby em 1889, percorreu por mais de 1400 km, sendo
parte a cavalo e foi ate sua terra natal, turmalina (antiga
Piedade) e contra vontade de seu pai que havia acabado de
receber a noticia dos correspondentes do Rio de Janeiro
sobre a queda da monarquia, se reuniu com os amigos republicanos,
que faziam parte do Grêmio Republicano de Minas Novas,
para proclamar e comemorar a nova república em praça
pública, no largo da matris, e lá reunidos
num gesto simbólico, ao de 15 de novembro de 1889
data oficial da proclamação da republica pelo
Marechal Deodoro da Fonseca, em comoção pelo
fato histórico, e inflamados discursos republicanos,
Bernardino Pinheiro Torres fincou sua espada de Capitão
em um tronco de arvore, deixando a Retrato Histórico-Família
Brasileira no local da praça, da Igreja Matris, como
orador contagiante, foi muito aplaudido, em sua breve estada
a sua terra natal, sente no gesto marcado naquela praça,
por ele e seus companheiros, de ideais políticos
republicanos, um dever cumprido, moços que acreditaram
em uma nova forma de governo, sem ingerência externa,
esses jovens viam nascer junto com seus ideais, as mudanças
da própria historia, que eles acreditaram e ajudaram
a transformar.
Despede-se
dos seus companheiros republicanos, deixa sua terra natal
a cavalo, e volta para sua família que ele constituiu
na cidade de Itajuby SP. Periodo muito conturbado na mudança
de sistema de governo, começa caça as bruxas
entre republicano e monarquistas grandes focos de tensão
no pais, começa perseguição contra
os órgãos de imprensa. No Rio de Janeiro grande
convulsão social, seu cunhado Coronel Gentil José
de Castro que era consultor juridico e homem de confiança
de Dom Pedro II, era defensor da monarquia e foi morto pelos
republicanos na estação de São Francisco
Xavier era propietario de dois jornais no Rio de Janeiro,
vários jornais do pais são empastelados, suas
idéias republicanas eram discutidas abertamente e
isso era um insulto para regime monarquista e para seu pai,
que era um fervoroso monarquista e chefe da Guarda Nacional,
cargo que ocupou ate 1889, final do regime