Campo
de concentração é o estabelecimento
utilizado para a detenção, suposta reeducação,
exploração de mão-de-obra gratuita
ou mesmo extermínio de presos políticos, prisioneiros
de guerra e membros de grupos étnicos, por motivos
ideológicos, políticos e militares.
Em
diversos momentos da história, a combinação
de autoritarismo político e uso arbitrário
do poder militar levou ao surgimento de campos de concentração.
Os
campos de concentração não integram
os sistemas penitenciários usuais - onde são
presas as pessoas condenadas segundo a legislação
civil -, nem se confundem com os centros de confinamento
dos prisioneiros de guerra, os quais se organizam de acordo
com os princípios do direito internacional. São
prisões sem qualquer vinculação com
a norma jurídica, e não passam de uma manobra
econômica para recrutar mão-de-obra a preço
vil, voltada sobretudo à produção de
guerra, e de uma manobra política para subjugar grupos
sociais dissidentes ou contrários às diretrizes
estatais.
Nunca a condição humana esteve tão
ameaçada, quanto na época dos campos de concentração
nazistas. Não apenas os judeus, eslavos, ciganos,
homossexuais e deficientes foram atingidos fisicamente e
moralmente ao serem tratados como coisas, pragas, ou raças
inferiores, mas toda Humanidade se viu reduzida à
massa de manobra de um sistema totalitário que se
considerava perfeito em sua concepção pervertida
sobre o bem-estar de uma nação. Para satisfazerem
seus desejos de supremacia, alguns seres humanos pensavam
ter o direito de usufruir dos corpos de milhões de
outros seres humanos até sua exaustão completa.
Desde 1933, quando os primeiros campos de concentração
de presos em massa foram construídos em Boyermoor
e Dachau (Alemanha), oito milhões de pessoas perderam
seus nomes, ganharam números, foram escravizadas,
transformadas em cobaias, ou simplesmente eliminadas pelas
doenças, torturas e câmaras de gás numa
organização civil e militar, cujos objetivos
transcendiam a questão racial ou política,
revelando os fins ideológicos de uma sociedade voltada
para exploração e extinção de
tudo que fosse diferente daquilo considerado correto segundo
seus critérios subjetivos e exclusivistas. Na obra
de Adolf Hitler (1889-1945) e seus comparsas, a lógica
de uma civilização massificadora foi posta
nua, para ser encoberta hoje pelos modismos e os meios de
comunicação de massa que transformam todos
em consumidores e trabalhadores compulsivos dos produtos
criados pelos novos pequenos “hitleres”, para
seu deleite pessoal.