As
Cortes eram reuniões políticas
entre o rei e as diferentes classes sociais: nobreza, clero
e povo.
Também
chamadas de Estados Gerais no contexto da França
do Antigo Regime, foram um dos estopins da Revolução
Francesa de 1789.
Face
à seriedade e às proporções
da crise econômica francesa, Necker, Ministro das
Finanças de Luís XVI de França propôs
a cobrança de impostos ao Clero e à Nobreza,
causando a Revolta Aristocrática (1787-89). Pressionado,
o soberano convocou os Estados Gerais, assembléia
que não se reunia desde 1614, reinando Filipe, o
Belo.
A
assembléia dos Estados Gerais reuniu-se em maio de
1789 no Palácio de Versalhes, com o objetivo não
declarado de conseguir que o Terceiro Estado arcasse com
os impostos que o Clero e a Nobreza se recusavam a pagar.
Estes dois Estados tentaram diversas manobras para conter
o ímpeto reformista do Terceiro Estado, cujos representantes
pretendiam apresentar as reclamações do povo
("Cahiers de Doleances"). Dada a intransigência
dos Estados dominantes, os representantes do Terceiro Estado
se reuniram em separado, a 15 de junho de 1789, precipitando
a revolução.