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Ditadura
é o regime político caracterizado pelo não
cumprimento dos princípios da democracia. Podem existir
regimes ditatoriais de líder único (como os
regimes provenientes do Nazismo e do Fascismo) ou coletivos
(como os vários regimes militares que ocorreram na
América Latina durante o século XX).
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Ditadura
é um regime autoritário em que os poderes legislativo
e executivo estão nas mãos de uma única
pessoa (ou grupo de pessoas), que exerce o seu poder absoluto
sobre o povo. Com o ressurgimento da democracia no século
XIX, o termo ditadura tem o significado de falta de democracia,
onde o modelo democrático liberal deixa de existir
e a legitimidade passa a ser questionada, pois as ditaduras
modernas são um movimento totalitário com a
supressão dos direitos individuais e a invasão
dos demais poderes constituídos, (legislativo, judiciário,
ou equivalentes). Esta invasão se dá pela força,
e a supressão das liberdades individuais passa a ser
por decreto. O regime ditatorial se baseia num líder
ou em pequeno grupo que exerce o poder absoluto sem prestar
contas aos governados, independentemente de sua aprovação
ou não.
Ditadura
e totalitarismo
Todo
sistema ditatorial tem fundamentos totalitários, embora
o totalitarismo possa ser utilizado para conceituar alguns
movimentos cujas ideologias são aquelas em que a sociedade
e os cidadãos estão subordinados ao estado;
exemplos seriam o socialismo stalinista, o fascismo italiano
e o nacional-socialismo nazismo alemão.
Ditadura
e tirania
As
ditaduras modernas podem ser conceituadas mais para as idéias
das antigas tiranias do que à ditadura romana. A ditadura
romana era um estado de exceção em que, uma
vez resolvida a gravidade da situação que a
desencadeou, cessava, voltando o estado à normalidade;
já as tiranias tendiam à se perpetuar no poder. |
A
DITADURA CONSEITUADA POR ATISTÓLES, PLATÃO
E MAQUIAVEL |
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Segundo
Aristóteles e Platão,
a marca da tirania é a ilegalidade, ou seja, a violação
das leis e regras pré-estipuladas pela quebra da legitimidade
do poder; uma vez no comando, o tirano revoga a legislação
em vigor, sobrepondo-a com regras estabelecidas de acordo
com as conveniências para a perpetuação
deste poder. Exemplo disso são as descrições
de tiranias na Sicília e Grécias antiga, cujas
características assemelham-se das ações
tomadas pelas modernas ditaduras.
Segundo
Platão e Aristóteles, os tiranos são
ditadores que ganham o controle social e político despótico
pelo uso da força e da fraude. A intimidação,
o terror e o desrespeito às liberdades civis estão
entre os métodos usados para conquistar e manter o
poder. A sucessão nesse estado de ilegalidade é
sempre difícil.
Aristóteles
atribuiu a vida relativamente curta das tiranias à
fraqueza inerente dos sistemas que usam a força sem
o apoio do direito.
Maquiavel
também chegou à mesma conclusão sobre
as tiranias e seu colapso, quando das sucessões dos
tiranos, pois este (a tirania) é o regime que tem menor
duração, e de todos, é o que tem o pior
final, e, segundo suas palavras (sic) a queda das tiranias
se deve às desventuras imprevisíveis da sorte. |
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O
Império Romano, fundado por Augusto, se assemelhava
e muito às modernas ditaduras, embora não seja
admitido como tal. Até a Revolução Francesa,
o poder emanava de Deus diretamente ao soberano, se o monarca
oprimisse os súditos com violência, era uma tirania,
neste caso era aceito o tiranicídio, e este perdoado
pela religião. No final do século XVI, o jesuíta
Juan de Mariana demonstrou a doutrina que discorria sobre
o abuso da autoridade e a usurpação do poder,
onde, se o tirano, após receber uma repreensão
pública, não corrigisse sua conduta, era lícito
declarar-lhe guerra e até, se necessário, matá-lo. |
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O
regime ditatorial moderno quase sempre resulta de convulsões
sociais profundas, geralmente provocadas por revoluções
ou guerras. As ditaduras são normalmente impostas por
movimentos de poder, seja militares ou revolucionários,
que detêm poder de fogo e o usam contra o sistema estrutural,
anteriormente utilizado por uma sociedade; estas se impõem
em golpes de estado. Geralmente, a imposição
do movimento que resulta neste regime de exceção
é em função da defesa de interesses minoritários,
econômico-financeiros, étnicos, ideológicos
e outros. Nem sempre as ditaduras se dão por golpe
militar, podem surgir por golpe de estado político;
exemplo de movimento desta ordem se deu quando ocorreu a ditadura
imposta por Adolf Hitler na Alemanha nazista e a ditadura
facista de Mussolini, na Itália. Foi quando o golpe
se desencadeou a partir das próprias estruturas de
governo; foram aproveitadas as debilidades de um sistema falho
e entraram partidos cujas ideologias não eram democráticas.
Portanto, uma vez intalados no poder, lá permaneceram
e se impuseram à vontade popular, suprimindo os demais
partidos e oposições, portanto, a democracia.
O
caudilhismo
Sempre
para achar legitimidade, as ditaduras se apóiam em
teorias caudilhistas, que afirmam muitas vezes do destino
divino do líder, que é encarado como um salvador,
cuja missão é libertar seu povo, ou ser considerado
o pai dos pobres e oprimidos, etc.
A
institucionalização do poder
Outras
ditaduras se apóiam em teorias mais elaboradas, utilizando
de legislação imposta, muitas vezes admitindo
uma democracia com partidos políticos, inclusive com
eleições e algumas vezes até permitindo
uma certa oposição, desde que controlada. Os
dispositivos legais passam a ser intitucionalizados e o são
de tal forma funcionais, que sempre ganhará o partido
daqueles que convocaram à eleição.
Métodos
de manutenção do poder
As
ditaduras sempre se utilizam de força bruta para manterem-se
no poder, sendo esta aplicada de forma sistemática
e constante. Outro expediente é a propaganda institucional,
propaganda política constante e de saturação,
de forma a cultuar a personalidade do líder, ou líderes,
ou mesmo do país, para manter o apoio da opinião
pública; uma das formas mais eficientes de se impor
à população um determinado sistema é
a propaganda subliminar, onde as defesas mentais não
estão em guarda contra a informação que
está a se introduzir no inconsciente coletivo. Esta
se faz por saturação em todos os meios de comunicação.
A censura também tem um papel muito importante, pois
não deixa chegar as informações relevantes
à opinião pública que está a ser
manipulada. Desta forma, ficam atados os dois extremos: primeiro
satura-se o ambiente com propaganda a favor do regime, depois
são censuradas todas as notícias ruins que possam
vir a alterar o estado mental favorável ao sistema
imposto. |
AS
DITADURAS DE IDEOLOGIAS OPOSTAS NA EUROPA |
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Quando
da instalação no poder das classes trabalhadoras
entre o final do sistema capitalista e a imposição
do comunismo, Karl Marx utilizou a expressão ditadura
do proletariado, onde a burguesia deveria ser suprimida do
sistema socialista; deveriam ser eliminadas as relações
sociais vistas pelo prisma capitalista e substituídas
pelo prisma socialista; logo, não deveriam mais existir
classes sociais, isto é, a sociedade deveria ser igualitária
e sem classes. No final da Primeira Guerra Mundial, a democracia
na Europa passou por uma série de instabilidades políticas
e sociais; começaram a aparecer idéias de cunho
autoritário em diversos países: Stalin, na União
Soviética, Mussolini, na Itália, Miguel Primo
de Rivera, Espanha, Hitler, Alemanha.
As
idéias ditatoriais e expansionistas do Eixo geraram
o embrião da Segunda Guerra Mundial, que após
o término, gerou uma série de outras ditaduras:
no bloco oriental se destacou a ditadura de Josip Broz (Tito),
na Iugoslávia, e no bloco ocidental a ditadura de Francisco
Franco na Espanha, além de outras tantas.
Portugal
e a Revolução dos Cravos
Em
Portugal, Antônio de Oliveira Salazar instaurou uma
ditadura que começou em 1926 e só terminou em
abril de 1974 com a Revolução dos cravos, feita
pelo exército, que, assim, tornou possível a
democratização do país.
África
e Ásia
Na
África e Ásia muitas são as ditaduras
que oprimem os povos a elas submetidos, não importando
a orientação ideológica: na China, Mao
Zedong tomou o poder depois de expulsar para a ilha de Formosa
(Taiwan) o exército do general Chiang Kai-shek, no
Irã, a ditadura do Mohamed Reza Pahlevi, derrubado
em 1979 por uma revolução fundamentalista muçulmana;
na Indonésia, a do general Sukarno, seguida pela do
general Suharto; nas Filipinas, a de Ferdinand Marcos, obrigado
a abandonar o país em 1986. Na África, se destacam
Moçambique e Angola, entre tantas outras.
As
ditaduras da América Latina
Na
América Latina, a história é recheada
de ditaduras, golpes e contra golpes, revoluções
e contra-revoluções. O principal é o
caudilhismo, que consiste na glorificação de
um líder e na construção de um partido
em torno dele e não de convicções políticas,
ou ideologia. Depois, com a polarização causada
pela guerra fria, ficou claro que esta desculpa fora utilizada
para manter os ditadores no poder. Entre tantos personagens,
se destacaram Antonio López de Santa Anna e José
Antonio Páez, no México; Francisco Solano López
e Dr. Francia, no Paraguai. Na Venezuela, com Juan Vicente
Gómez cuja ditadura foi extremente tirânica,
entre outras tantas que pipocaram em todo o continente.
Argentina
Na
Argentina, temos Juan Manuel de Rosas, Juan Domingo Perón,
além dos militares, que fizeram da ditadura um sistema
extremamente controlador e tirânico, além de
terem colocado o país em guerra contra a Inglaterra.
Guerra
fria e polarizações ditatoriais
Com
a guerra fria aparece o componente ideológico e a participação
ativa das ditaduras militares nos governos. Em Cuba, Fidel
Castro comanda uma ditadura de orientação socialista
que dura desde 1959. Seguidos golpes militares de tendência
de direita, financiados e apoiados pelos Estados Unidos, derrubaram
governos constitucionais do Chile, Argentina, Uruguai e Brasil.
Para as ditaduras, não importa a orientação
ideológica, sempre ocasionaram morte e sofrimento para
milhões de seres humanos.
Ditaduras
do Brasil
As
ditaduras e regimes ditatoriais no Brasil foram muitos, porém
se destacam duas ditaduras:
* A primeira ditadura foi instaurada pela revolução
de 1930, sob Getúlio Vargas, com dois períodos:
o O primeiro período ditatorial de Vargas durou até
1937, quando o presidente Getúlio admitiu algumas formalidades
democráticas;
*
o O segundo período ditatorial de Vargas, o presidente
executou um golpe institucional caindo em 1945, quando foram
convocadas eleições livres.
Além
dos períodos ditatoriais da Era Vargas, houveram ainda
diversas tentativas de golpes militares contra Juscelino Kubitschek
em 1955 e do vice-presidente João Goulart em 1961.
A
pressão internacional anticomunista liderada e financiada
pelos Estados Unidos criou o IPES, que levou ao movimento
que derrubou Goulart. A Operação Brother Sam,
prova definitiva da ingerência dos Estados Unidos na
política interna de outras nações, garantiu
através da ameaça à população
civil do Rio de Janeiro a execução do golpe
de 1964.
Na
ditadura militar que durou por vinte anos houve repressão
policial, expulsões do país, estabelecimento
de legislação autoritária e supressão
dos direitos civis, uso da máquina estatal em favor
da propaganda política, manipulação da
opinião pública através de institutos
de propaganda governamental, censura, torturas, assassinatos
de líderes opositores, revogação da constituição,
intitucionalização do poder, endividamento externo
do país, construção de grandes obras
com licitações forçadas para grupos de
grandes empreiteiros que financiaram o golpe institucional.
Do
outro lado houve terrorismo de opositores ao governo militar
com seqüestros, assaltos violentos, guerrilha urbana
e nos sertões, patrulhamento ideológico, torturas
e justiçamentos (linchamentos seguidos de morte).
* Leia Motivos da ditadura de 1964 para verificar os mecanismos
que levaram o Brasil à este período.
Liberdade
Apenas
57% da população do planeta vive em liberdade
democrática. Liberdade democrática é
o direito que todos os cidadãos têm de escolher
um ou mais representantes que governarão o país
tendo em conta os interesses de todos os cidadãos.
Essa liberdade é congestionada numa ditadura. |
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| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
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