A
Frígia era uma antiga região
da Ásia Menor, onde actualmente é a Turquia,
cuja extensão e fronteiras variaram em diferentes
períodos. No início do 1.º Século
AC, compreendia a maior parte da Península de Anatólia,
mas durante a invasão persa no século VI
a.C. ficou limitada aos distritos conhecidos como Frígia
Menor, que se estendia a Oeste ao longo da costa do Mar
de Mármara e do Dardanelos até Tróia,
e a Frígia Maior, situada a Leste da capital frígia,
Górdio, próxima à actual Ancara.
Frígia
era uma região no centro da Ásia Menor.
As fronteiras geográficas da Frígia flutuavam
grandemente no decorrer dos anos, de modo que é
difícil definir a região abrangida, a menos
que se refira a um período específico. No
1.º Século EC, a "Frígia"
era uma região interior das províncias romanas
da Galácia e da Ásia, abrangendo o planalto
ao Norte da Cordilheira do Tauro, desde o Rio Hális,
no Leste, até os vales superiores dos rios Hermo
e Meandro ao Oeste.
Acredita-se
comumente que os frígios se espalharam da Grécia
para o Sul, perto do fim do 2.º milênio AC,
e obtiveram o controle de grande parte da Ásia
Menor central e ocidental, ao Norte dos Montes Tauro,
desde o Rio Hális até o Mar Egeu. A evidência
arqueológica indica que sua capital era Górdio
e que o Rei Midas foi um dos seus governantes de destaque.
Um aspecto digno de nota da religião do povo da
primitiva Frígia era a adoração de
uma deusa-mãe, Réia Cibele.
A
parte ocidental da Frígia passou para o controle
dos reis atálidas de Pérgamo. Este reino
tornou-se a província romana da Ásia, mas
a parte SE frequentemente é chamada de Frígia
Asiática. O rei da Galácia governava a parte
mais oriental da Frígia, e esta veio a constituir
uma parte da província romana da Galácia.
Esta parte oriental às vezes é chamada de
Frígia Gálata; encontrava-se ao Norte da
Pisídia e ao NO da Licaônia. Dependendo do
ponto de vista do escritor e do período envolvido,
Antioquia da Pisídia, e Icônio (Licaônia)
poderiam ser chamadas de cidades frígias.
A
população da Frígia incluía
muitos judeus, tendo sido a presença deles incentivada
pelos governantes selêucidas da Síria. De
acordo com Flávio Josefo, Antíoco III (238-187
AC) trasladou "2 mil famílias judias, com
seus bens móveis, da Mesopotâmia e da Babilónia"
para a Lídia e a Frígia, a fim de estabilizar
as condições entre o povo sedicioso ali.
(Antiguidades Judaicas, Vol. XII, 149) E, evidentemente,
sob os romanos, os judeus continuaram a ser numerosos
na Ásia Menor. Na Festividade de Pentecostes de
33 EC, havia em Jerusalém judeus do "distrito
da Ásia, e Frígia, e Panfília".
(Atos 2:9, 10) O apóstolo Paulo percorreu partes
da Frígia pelo menos em duas das suas viagens.
(Atos 16:6; 18:23; 19:1) Na sua segunda viagem missionária,
o apóstolo Paulo e seus companheiros, limitaram-se
a passar a NO através da Cilícia e da Licaônia.
(Atos 15:41; 16:1-6) De modo que entraram na parte oriental
da Frígia antiga (que no tempo de Paulo era a Frígia
Gálata), mas, em vez de continuarem para o Oeste,
através da província da Ásia (contendo
a Frígia Asiática), foram para o Norte,
em direção à província da
Bitínia e depois para o O, para Trôade. A
terceira viagem de Paulo levou-o através da Frígia
Gálata e da Frígia Asiática. Ele
partiu de Antioquia na Pisídia e "foi de lugar
em lugar através do país da Galácia
e da Frígia". (Atos 18:23) O relato diz também
que ele "passava pelas regiões interiores
e desceu a Éfeso", na costa do Egeu. (Atos
19:1) Parece que não tomou a estrada principal
para Éfeso, descendo o vale do Rio Lico e passando
pelas cidades frígias de Laodicéia, Colossos
e Hierápolis (Colossosenses 2:1; 4:13), mas, em
vez disso, seguiu uma rota mais direta um pouco ao Norte.