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do Brasil >>> Balaiada |
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A Balaiada (1838-41), também chamada
de a luta dos desinformados, foi uma revolta de fundo social
ocorrida no interior da então Província do
Maranhão, no Brasil. |
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Durante
o período regencial (1831-40) o Maranhão,
região exportadora de algodão, passava por
uma grave crise econômica, devido à concorrência
com o gênero norte-americano. Em paralelo, a atividade
pecuária absorvia importante contingente de mão-de-obra
livre nessa região. Esses fatores explicam o envolvimento
de elementos escravos e de homens livres de baixa renda
no movimento.
No
campo político, ocorria uma disputa no seio da
classe dominante pelo poder, que se refletia no Maranhão
opondo, por um lado, os liberais (bem-te-vis) e os conservadores
(cabanos). À época da Regência de
Araújo Lima, provocando o chamado regresso conservador,
os cabanos maranhenses aproveitaram a oportunidade para
alijar do poder os bem-te-vis, tentando, ao mesmo tempo,
debilitar ainda mais estes últimos pela contratação
dos serviços de vaqueiros, tradicional apoio dos
bem-te-vis.
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O
evento que deu início à revolta, foi a detenção
do irmão do vaqueiro Raimundo Gomes, da fazenda do
padre Inácio Mendes (bem-te-vi), por determinação
do sub-Prefeito da povoação de Manga, José
Egito (cabano). Contestando a detenção do
irmão, Raimundo Gomes com o apoio de um contingente
da Guarda Nacional, invadiu o edifício da cadeia
pública da povoação e libertou-o. Em
seguida, Raimundo Gomes, com o apoio de Cosme Bento, ex-escravo
à frente de três mil africanos evadidos, e
de Manuel Francisco dos Anjos Ferreiro (o balaio, pois fazer
balaios era ofício que exercia), espalharam a revolta
pelo interior do Maranhão, conquistando segunda cidade
mais importante da Província, Caxias, de onde se
passam para o Piauí.
Apesar
das tentativas de manipulação por parte
dos bem-te-vis, o movimento adquiriu feição
própria, saindo fora de controle. Diante da proporção
alcançada, envolvendo as camadas populares, as
elites locais se aproximaram em busca de estratégias
para derrotar os revoltosos. Diante desse esforço,
o governo regencial enviou tropas sob o comando do então
Coronel Luís Alves de Lima e Silva, nomeado Presidente
da Província. Conjugando a pacificação
política com uma bem sucedida ofensiva militar,
em uma sucessão de confrontos vitoriosos obtida
pela concessão de anistia aos chefes revoltosos
que auxiliassem a repressão aos rebelados, obteve
a pacificação da Província em 1841.
Os
líderes balaios ou foram mortos em batalha ou capturados.
Destes últimos, alguns foram julgados e executados,
como o africano Cosme, por enforcamento. Pela sua atuação
na Província do Maranhão, Lima e Silva recebeu
o título de Barão de Caxias.
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