Os quilombos eram agrupamentos de ex–escravos
fugidos de seus senhores no período colonial do Brasil.
Representaram uma das mais importantes formas de resistência
à escravidão. Localizavam-se em regiões
de grande concentração de escravos, em áreas
afastadas dos centros de colonização ou em
locais de difícil acesso. Embrenhados nas matas virgens,
os núcleos se transformaram em prósperas aldeias,
dedicando-se à economia de subsistência e às
vezes ao comércio.
Seus
habitantes, dito "quilombolas", em algumas ocasiões
tentaram reproduzir a organização social
africana, inclusive com a escolha de reis tribais. A maioria
dos quilombos teve curta duração, pois os
senhores de escravos de vilas vizinhas, visando apossarem-se
das terras, organizavam expedições de ataque.
O mais conhecido dos quilombos, o de Palmares, no atual
estado de Alagoas, perdurou por todo o século XVII,
dominando amplo território e resistindo a diversas
ofensivas de proprietários rurais e do governo
colonial. O líder negro Zumbi foi o chefe indiscutível
do quilombo dos Palmares. Derrotado e morto pelas tropas
comandadas pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho,
em 20 de novembro de 1695, só entrou para a galeria
dos heróis 300 anos depois, quando, em 1995, a
data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência
Negra. Embora nenhum quilombo tenha desaparecido sem antes
oferecer resistência pelas armas, poucos tiveram
condições de propiciar a seus homens um
treinamento bélico, como ocorreu em Palmares, onde
os quilombolas adestrados se constituíram em castas
militares. Na região mineradora (Minas Gerais,
Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Bahia, Pará
e Amazonas) também ocorreram quilombos.
Quilombo
é um local de refúgio dos escravos negros
brasileiros (quilombolas). O mais famoso foi o Quilombo
dos Palmares.
No
presente existem localidades remanescentes dos quilombos,
como por exemplo Ivaporanduva, próximo ao rio Ribeira
de Iguape, no Estado de São Paulo.