O
nome Albânia
deriva de uma tribo, os Albanoi, antepassados dos Albaneses
atuais. Shqiperia é o nome do país em albanês.
Antes
do Séc.XX, a Albânia foi sempre dominada
por estrangeiros, excepto entre 1443 e 1478, durante a
revolta contra o Império Otomano. Albânia
declarou independência durante a primeira guerra
dos balcãs, em 1912 e permaneceu independente após
a Primeira Grande Guerra em grande parte devido à
intercepção do Presidente Americano Woodrow
Wilson na Conferência de Paz de Paris.
Em
1939, a Itália, sob comando de Benito Mussolini,
anexa a Albânia. Com o render das tropas italianas
em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, tropas germânicas
ocuparam o país. Guerrilheiros, incluindo os da
comunista Frente Libertação Nacional (FLN),
ganharam o controlo em 1944, após a retirada dos
alemães. Desde a intervenção dos
comunistas da Jugoslávia na criação
do Partido Comunista Albanês do Operariado em Novembro
de 1941, o regime da FLN, liderado por Enver Hoxha, tornou-se
num satélite virtual juguslavo até ao rompimento
entre Tito e Estalin em 1948. Consequentimente, o comunismo
linha-dura começou a ter dificuldades crescentes
com a União Soviética sob o comando de Nikita
Krushchev, tendo seu ápice em 1961 quando os líderes
soviéticos abertamente denunciaram a Albânia
em um congresso de partido. Os dois estados quebraram
relações diplomáticas naquele ano;
entretanto, a Albânia continuou membro nominal do
Pacto de Varsóvia até a invasão da
Checoslováquia em 1968.
Em
1945, uma missão não oficial dos Estados
Unidos da América foi enviada à Albânia
para estudar a possibilidade de estabelecer relações
com o regime. Entretanto, o regime negou-se a reconhecer
a validade dos tratados pré-guerra, aumentando
as hostilidades com a missão americana até
a sua retirada em novembro de 1946. O governo dos EUA
não manteve contato com o governo da Albânia
entre 1946 e 1990.
Durante
os anos 1960, a China emergiu como leal aliada da Albânia
e fonte primária de assistência econômica
e militar. Entretanto, esse relacionamento próximo
caiu em 1970, quando a China decidiu introduzir algumas
reformas de mercado e procurar uma reaproximação
com os EUA. Depois de anos de relações sólidas,
a ruptura aberta veio em 1978, quando o governo chinês
terminou seu programa de ajuda e cortou todo o comércio.
O embargo econômico dos paises imperialistas resultou
na ruína financeira para a Albânia.
Por
volta de 1990, mudanças em todos os lugares do
bloco comunista começaram a influênciar o
pensamento na Albânia. O governo começou
a procurar laços com o Ocidente para melhorar as
condições econômicas no país.
A Assembléia do Povo aprovou uma constituição
interina em abril de 1991. Governos de curta duração
Introduziram reformas democráticas iniciais no
decorrer de 1991. Em 1992, o vitorioso Partido Democrata
sob o governo do presidente Sali Berisha começou
um programa mais deliberado de reformas econômicas
e democráticas. O progresso parou em 1995, resultando
em um declínio da confiança pública
no governo e uma crise econômica encorajou a ploriferação
e colapso de muitos esquemas financeiros. A crise de autoridade
no começo de 1997 alarmou o mundo, trazendo intensa
mediação e pressão internacionais.
Eleições antecipadas realizadas em Junho
de 1997 trouxeram à vitória uma coalizão
de partidos liderados por socialistas. Os observadores
internacionais julgaram as eleições legislativas
em 2001 aceitáveis e um passo em direção
ao desenvolvimento democrático, mas identificaram
sérias deficiências que devem ser sanadas
com reformas no código eleitoral albanês.