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HISTÓRIA DA GRÉCIA
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A antiga Grécia fazia limites com a Ilíria e a Macedónia ao norte, a leste com o Mar Egeu, a oeste com o Mar Jónico, e ao sul com o Mar Mediterrâneo. Tinha 77.000 Km². As suas montanhas, com o céu quase sempre azul e seu clima suave faziam da Grécia um dos mais maravilhosos países do mundo antigo.

Foi nesse pequeno país que a primeira civilização européia começou há mais de dois mil anos. Naquele tempo, a Grécia dominava grandes áreas das margens do Mediterrâneo e do mar Negro. Atualmente, a Grécia tem poder reduzido, sendo um dos países menos desenvolvidos da Europa. Atenas é a capital e maior cidade do país. Em Atenas e outras partes da Grécia, existem esplêndidas ruínas que são monumentos do passado glorioso da nação.
Há milhares de anos, os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual que são as bases da democracia. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da Antigüidade chamavam a si próprios de helenos (todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia), e davam o nome de Hélade a sua terra. Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Nunca chegaram a formar um governo nacional, porém estavam unidos pela mesma cultura, religião e língua.

Resumo da História Grega

Período Pré-homérico:

Ilha de Creta: As terras gregas sempre foram péssimas, porém, uma tribo da ilha de Creta alcançou o excedente e produção e criou a civilização Creto Minóica, porém, vendo que seria impossível manter esse excedente, o povo se jogou no mar e começou o comércio marítimo com as tribos das ilhas gregas (Grécia insular), conquistando, assim, a talassocracia (domínio pelo comércio) egéia (do mar Egeu). A civilização creto-minóica valorizava a natureza e as mulheres, seu principal deus era uma mulher, a deusa-mãe.

Porém, povos indo-europeus chamados Aqueus migram para a península balcânica, quando chegam na região onde alguns anos depois seria a cidade de Micenas, eles lutam contra uma tribo e lá se fixam e encontram o excedente de produção. Com o tempo, vão para Creta, onde submetem os creto-minóicos e criam a civilização Creto-micênica, patriarcal onde a arte não era livre.

Então, certos povos indo-europeus começam a migrar para a península. Depois dos Aqueus, os Jônios, os Eólios e posteriormente os Dórios. Os aqueus se estabelecem no sul do Peloponeso e na ilha de Creta, os Jônios, na Ática, os Eólios na Grécia continental e no norte do Peloponeso.

Já os Dórios, são tribos primitivas, porém, dominam o ferro e espalham terror pelas cidades recém formadas na Grécia, o que causa a 1ª Diáspora Grega, quando muitos gregos, de todas as partes, fogem para a Ásia Menor, fugindo dos Dórios. Essa diáspora foi em parte boa pois reduziu o número de habitantes das cidades, aumentando assim, a quantidade de comida per capta.


Período Homérico:

Com as invasões Dórias, há um retrocesso para uma situação tribal em toda a Grécia. As comunidades primitivas que se formaram foram chamadas de Genos, nesse época, os Dórios se fixaram no peloponeso e nas ilhas do sul da Grécia. O problema foi que, mesmo com a diáspora, havia muito pouca comida nos péssimos solos gregos. Buscando resolver esse problema Genos se unira formando Fátrias, que, por sua vez se unem formando Tribos, que se unem formando Demos, esses se unem formando Pólis (cidade-estado) governadas por um Basileu que divide as terras entre seus parentes, quanto mais próximos, melhores terras ganham esses parentes (terra são chamadas de Oiko). As pessoas sem parentes com esses Basileus e, portanto, sem terras, ficaram sem nada e saíram na 2ª diáspora grega, em direção à Magna Grécia (Itália), junto com esses homens sem terra (Thetas), os não primogênitos dos donos de terras também foram marginalizados.

O grande motivo para o Basileu ter conseguido dividir as terras sem que ninguém reclamasse foi porque ele defendia a cidade. Na época, as armas eram muito pesadas e as guerras restritas, portanto, à elite. Porém, com o surgimento da infantaria (onde as armas são leves e práticas) essa desculpa perdeu a validade, sentindo-se pressionado, o Basileu divide seu poder com alguns poucos, formando assim, a oligarquia grega.

Período Arcaico:

Esparta: Descendentes de Dórios fundaram, no sul do peloponeso, a cidade de Esparta. Com o tempo, submeteram as tribos/cidades vizinhas na lacônia e dominam também micenas, transformando, os habitantes dessas regiões, servos do Estado (Hilota). Para ser espartano, tinha que ser filho de pai e mãe dório, portanto, apenas uma pequena fatia da população. Por esse motivo, temiam muito uma revolta dos Hilotas, criando, por esse motivo, uma polícia política que, para manter controle sobre Hilotas, tratavam-nos com uma crueldade inenarrável. Os espartanos eram tão desconfiados que tinham dois reis que se fiscalizavam porém, com o tempo, mudaram para oligarquia. Sendo muito bélicos, os espartanos submetiam todos os seus vizinhos, os que se entregavam sem luta não viravam Hilotas, mas sim Periecos, que ficavam encarregados do comércio, coisa repudiada pelos espartanos.

Em Esparta havia uma seleção natural, quase não natural, como eram bélicos, apenas os mais fortes e destemidos sobreviviam, caso alguém, durante a vida, demonstrasse uma fraqueza era, suavemente jogada do alto do penhasco, o mesmo acontecia com velhos e inválidos.

Atenas: Como em Esparta, apenas alguns era cidadãos atenienses, apenas os descendentes de pai e mãe Jônios.

Eles não eram bélicos como os espartanos, e, porém, durante muito tempo, as duas cidade foram muito parecidas. Em Atenas, os proprietários de terras ruim, chamados Georgóis acabavam se endividando e viravam escravos por dívidas. Isso gerava a fúria dos Georgóis. Alguns deles ainda se lançaram ao mar e fizeram dinheiro nas ilhas gregas (Demiurgos). Com o tempo se formaram três grupos em Atenas, os conservadores (donos de terras boas), os moderados (Demiurgos sem poder político) e os “exaltados” (Thetas e Georgóis).

Buscando amenizar as coisas, os Eupátridas chamaram um escriba (Drácon) escrever as leis orais, porém, o tiro saiu pela culatra e isso só aumentou a fúria dos exaltados. Vendo que a coisa estava indo de mal para pior, chamaram outro escriba (Sólon) que criou novos órgãos públicos e deu cidadania (poder político) aos Demiurgos, quebrando assim, temporariamente, a revolução.

Porém, mesmo com todas essas medidas, um Georgói chamado Psistrato levantou o povo e tomou o poder, iniciando o 3º sistema político de Atenas, a Tirania. Ele fez a primeira reforma agrária da história, ofereceu ajuda de custo aos menos favorecidos e deu cidadania para todos. Seus filhos o sucederam, mas fizeram um péssimo governo, usufruíram do público como se fosse privado. Híporco foi morto e seu irmão banido (mais tarde ele iria se aliar aos persas nas guerras médicas). Após o fim da tirania, pela primeira vez na história um povo se organizou em uma democracia.

O CASTELO ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. Mais um grande sucesso em animação da parceria Disney/Pixar.
 
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